Leio no blog do deputado Moisés Diniz (PCdoB) que ele defende a manutenção do horário atual. Vai, portanto, votar no 55 neste domingo. O artigo fala que, vencendo a proposta que defende, Moisés será um ardoroso defensor da correção de "algumas distorções". Segundo ele, "o governo do Estado e as prefeituras devem realizar consultas à comunidade escolar sobre o horário ideal para iniciar as aulas nos três períodos". E os órgãos da administração pública precisarão "seguir a definição das escolas, evitando a contradição entre horário de estudo e de trabalho".
O texto segue discorrendo sobre outras anormalidades temporais para as quais o intrépido parlamentar estaria disposto a criar uma comissão especial na Assembléia Legislativa. A função dessa comissão seria regular, afinal, o horário público que a mudança de horário acabou por desregular.
Moisés também alerta que aqueles que votarem no 77 o terão "como aliado para ajudar a corrigir as distorções". Bonito, não é mesmo?
Se uma mudança acarreta tantos transtornos que não existiriam sem ela, o melhor seria manter as coisas como eram, certo? Sobretudo quando essa mudança não ocasiona dividendos que justifiquem os danos causados.
O que mais me intriga é que só agora, decorridos muitos meses do novo fuso horário, o deputado me venha propor isso e aquilo para corrigir as distorções. Resta-me supor que um plebiscito faz enorme bem à democracia vilipendiada.
Ao contrário de Moisés, votarei no 77. E posso dizer ao deputado que, vencendo a proposta que defendo, ele estará livre da minha magnanimidade.
sábado, 30 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Um artigo louvaminheiro e algumas considerações
O texto abaixo é do presidente da Fieac (Federação das Indústrias do Estado do Acre), João Francisco Salomão, e foi escrito para a edição deste sábado, 30, do jornal A Tribuna. Em tom laudatório, como era de se esperar de quem se acostumou a espargir louvaminhas sobre as cabeças companheiras, o artigo, a meu ver, trata de temas pertinentes, só que pelo viés errado. O erro de abordagem não é, porém, casual. Resulta da necessidade de exaltar ações que estão antes a exigir as críticas mais contundentes. Mas como estas acarretam contrariedades, e em política as contrariedades geralmente ocasionam prejuízos, alguns optam por emprestar aos fatos as versões mais aprazíveis.
Vamos ao artigo do Sr. Salomão. Entremearei (em azul) seus argumentos com as observações que julgo necessárias.
LUZ PARA TODOS É AÇÃO PRIORITÁRIA
João Francisco Salomão
Foi correta a decisão do governo federal de prorrogar, até dezembro de 2011, o prazo de execução do “Luz para Todos” — Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica. Como se sabe, o projeto foi lançado em 2003, com a meta de acabar com a falta de energia elétrica, um problema que afetava número muito grande de famílias no País. Calculava-se, à época, a necessidade de incluir nesse benefício prioritário, até o ano de 2008, cerca de 10 milhões de pessoas, principalmente do meio rural.
O que o Sr. Salomão chama de "decisão correta" eu denomino de incompetência para cumprir as metas de governo. O Luz para Todos deveria encerrar 2010 com 576 mil novos domicílios ligados à rede de eletricidade. E como isso não será possível, o jeito foi legar ao sucessor a responsabilidade de concluí-lo. Ademais, qualquer referência honesta ao programa precisa esclarecer que ele nasceu Luz no Campo, no governo de FHC.
Em 2009, embora o objetivo tenha se cumprido quase integralmente, o aumento da população e o fato de algumas áreas ainda não terem sido contempladas, exigiram a prorrogação do programa, o que ocorreu até dezembro de 2010. Agora, para que haja tempo hábil para a conclusão de obras em andamento, decidiu-se por nova prorrogação, até dezembro de 2011.
O argumento de que a população beneficiada com o Luz para Todos cresceu é falacioso. A ONU (Organização das Nações Unidas) afirma que em 2005 o Brasil tinha uma taxa de urbanização de 84,2% e suas projeções apontam que até 2050 a porcentagem dos brasileiros que vivem em centros urbanos deve saltar para 93,6%. O êxodo rural decorre de vários fatores, entre os quais a falta de condições dos moradores do campo para produzir, coisa muito comum no Estado do Acre.
O mapa da exclusão elétrica no Brasil, segundo o Ministério de Minas e Energia, órgão coordenador do programa, revelava que as famílias sem acesso à eletricidade eram de baixa renda e viviam majoritariamente nas localidades de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Por isso, entendemos que a iniciativa tenha significativo potencial como estimuladora do progresso socioeconômico, contribuindo para a redução da pobreza e aumento da renda familiar. A presença da energia elétrica facilita a implantação de empresas, a realização de programas governamentais, atuação do Terceiro Setor e melhor acesso a serviços de saúde, educação, abastecimento de água e saneamento.
O autor fala do assunto como se os acreanos não enfrentassem sérios problemas com os blecautes que infernizam a vida da população e acarretam enorme prejuízos para os comerciantes. Sobre essa triste realidade, nenhuma palavra.
Exemplo da importância do “Luz para Todos” verifica-se no Acre, onde conta com o apoio e defesa da Federação das Indústrias (Fieac). No Estado, até setembro último, a iniciativa já havia levado o acesso gratuito à energia elétrica para 36.492 famílias, beneficiando mais de 182 mil pessoas. A meta é atender 50 famílias até o fim de 2011.
A principal reclamação dos que se viram beneficiados pelo programa no Acre é o valor da tarifa cobrada pela Eletrobras. O cáculo cruel do ICMS, feito até sobre os demais tributos, atinge também aqueles que apenas recentemente saíram da escuridão total.
Quanto aos investimentos, o governo federal contratou R$ 262,6 milhões referente ao Estado, dos quais R$ 199 milhões já foram liberados. Estima-se, ainda, que as obras locais do programa tenham gerado cerca de cinco mil empregos e utilizado 89 mil postes, 13 mil transformadores e 17 mil quilômetros de cabos elétricos.
Integralmente iluminado, o Acre, cuja economia, impulsionada pela indústria, vem crescendo acima da média nacional, terá condições ainda melhores para avançar em seu processo de desenvolvimento.
O artigo sai no momento em que o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Brasiléia, Rosildo Rodrigues de Freitas, denuncia a ineficiência no fornecimento de energia elétrica distribuída para a zona rural, através do projeto Luz Para Todos. A matéria foi publicada no site O Alto Acre. No último blecaute, Rosildo Freitas, que mantém um criadouro de aves localizado no km 29 da Estrada do Pacífico, perdeu 2.280 frangos. Eles não suportaram o calor e morreram. O problema seria evitado se o fornecimento de energia não fosse precário.
O fato ilustra que a realidade do programa no Acre está longe de corresponder à versão otimista do presidente da Fieac.
Vamos ao artigo do Sr. Salomão. Entremearei (em azul) seus argumentos com as observações que julgo necessárias.
LUZ PARA TODOS É AÇÃO PRIORITÁRIA
João Francisco Salomão
Foi correta a decisão do governo federal de prorrogar, até dezembro de 2011, o prazo de execução do “Luz para Todos” — Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica. Como se sabe, o projeto foi lançado em 2003, com a meta de acabar com a falta de energia elétrica, um problema que afetava número muito grande de famílias no País. Calculava-se, à época, a necessidade de incluir nesse benefício prioritário, até o ano de 2008, cerca de 10 milhões de pessoas, principalmente do meio rural.
O que o Sr. Salomão chama de "decisão correta" eu denomino de incompetência para cumprir as metas de governo. O Luz para Todos deveria encerrar 2010 com 576 mil novos domicílios ligados à rede de eletricidade. E como isso não será possível, o jeito foi legar ao sucessor a responsabilidade de concluí-lo. Ademais, qualquer referência honesta ao programa precisa esclarecer que ele nasceu Luz no Campo, no governo de FHC.
Em 2009, embora o objetivo tenha se cumprido quase integralmente, o aumento da população e o fato de algumas áreas ainda não terem sido contempladas, exigiram a prorrogação do programa, o que ocorreu até dezembro de 2010. Agora, para que haja tempo hábil para a conclusão de obras em andamento, decidiu-se por nova prorrogação, até dezembro de 2011.
O argumento de que a população beneficiada com o Luz para Todos cresceu é falacioso. A ONU (Organização das Nações Unidas) afirma que em 2005 o Brasil tinha uma taxa de urbanização de 84,2% e suas projeções apontam que até 2050 a porcentagem dos brasileiros que vivem em centros urbanos deve saltar para 93,6%. O êxodo rural decorre de vários fatores, entre os quais a falta de condições dos moradores do campo para produzir, coisa muito comum no Estado do Acre.
O mapa da exclusão elétrica no Brasil, segundo o Ministério de Minas e Energia, órgão coordenador do programa, revelava que as famílias sem acesso à eletricidade eram de baixa renda e viviam majoritariamente nas localidades de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Por isso, entendemos que a iniciativa tenha significativo potencial como estimuladora do progresso socioeconômico, contribuindo para a redução da pobreza e aumento da renda familiar. A presença da energia elétrica facilita a implantação de empresas, a realização de programas governamentais, atuação do Terceiro Setor e melhor acesso a serviços de saúde, educação, abastecimento de água e saneamento.
O autor fala do assunto como se os acreanos não enfrentassem sérios problemas com os blecautes que infernizam a vida da população e acarretam enorme prejuízos para os comerciantes. Sobre essa triste realidade, nenhuma palavra.
Exemplo da importância do “Luz para Todos” verifica-se no Acre, onde conta com o apoio e defesa da Federação das Indústrias (Fieac). No Estado, até setembro último, a iniciativa já havia levado o acesso gratuito à energia elétrica para 36.492 famílias, beneficiando mais de 182 mil pessoas. A meta é atender 50 famílias até o fim de 2011.
A principal reclamação dos que se viram beneficiados pelo programa no Acre é o valor da tarifa cobrada pela Eletrobras. O cáculo cruel do ICMS, feito até sobre os demais tributos, atinge também aqueles que apenas recentemente saíram da escuridão total.
Quanto aos investimentos, o governo federal contratou R$ 262,6 milhões referente ao Estado, dos quais R$ 199 milhões já foram liberados. Estima-se, ainda, que as obras locais do programa tenham gerado cerca de cinco mil empregos e utilizado 89 mil postes, 13 mil transformadores e 17 mil quilômetros de cabos elétricos.
Integralmente iluminado, o Acre, cuja economia, impulsionada pela indústria, vem crescendo acima da média nacional, terá condições ainda melhores para avançar em seu processo de desenvolvimento.
O artigo sai no momento em que o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Brasiléia, Rosildo Rodrigues de Freitas, denuncia a ineficiência no fornecimento de energia elétrica distribuída para a zona rural, através do projeto Luz Para Todos. A matéria foi publicada no site O Alto Acre. No último blecaute, Rosildo Freitas, que mantém um criadouro de aves localizado no km 29 da Estrada do Pacífico, perdeu 2.280 frangos. Eles não suportaram o calor e morreram. O problema seria evitado se o fornecimento de energia não fosse precário.
O fato ilustra que a realidade do programa no Acre está longe de corresponder à versão otimista do presidente da Fieac.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Poema de Finados
Com os Mortos
Antero de Quental
Os que amei, onde estão? Idos, dispersos,
arrastados no giro dos tufões,
Levados, como em sonho, entre visões,
Na fuga, no ruir dos universos...
E eu mesmo, com os pés também imersos
Na corrente e à mercê dos turbilhões,
Só vejo espuma lívida, em cachões,
E entre ela, aqui e ali, vultos submersos...
Mas se paro um momento, se consigo
Fechar os olhos, sinto-os a meu lado
De novo, esses que amei vivem comigo,
Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também,
Juntos no antigo amor, no amor sagrado,
Na comunhão ideal do eterno Bem.

Foto: Dhárcules Pinheiro
Antero de Quental
Os que amei, onde estão? Idos, dispersos,
arrastados no giro dos tufões,
Levados, como em sonho, entre visões,
Na fuga, no ruir dos universos...
E eu mesmo, com os pés também imersos
Na corrente e à mercê dos turbilhões,
Só vejo espuma lívida, em cachões,
E entre ela, aqui e ali, vultos submersos...
Mas se paro um momento, se consigo
Fechar os olhos, sinto-os a meu lado
De novo, esses que amei vivem comigo,
Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também,
Juntos no antigo amor, no amor sagrado,
Na comunhão ideal do eterno Bem.

Foto: Dhárcules Pinheiro
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Com a pior das intenções
No dia 24 de julho registrei, na coluna Prisma, do site agazeta.net, o entusiasmo chauvinista do governador Binho Marques, ao falar da Expoacre 2010: "Ela mostra como é pulsante a economia do Acre”, disse ele a jornalistas, num arroubo de satisfação ante a miragem de que vivemos no melhor lugar da Amazônia.
Eis que hoje, porém, a humildade e o bom senso bateram à porta dos petralhas. Às vésperas de uma eleição que pode mudar de uma vez por todas o destino da Frente Popular do Acre, o senador sem votos Aníbal Diniz resolveu contar a verdade sobre a realidade acreana:
“Mesmo os que votaram na Marina ou no Serra no primeiro turno agora têm a chance de votar na Dilma porque ela é o melhor para o Acre. Nós dizemos isso porque a dependência do Acre do governo federal ainda é muito grande..."
Sem o dinheiro que vem de Brasília, seríamos os primos pobres dos haitianos. Assim mesmo, o ex-governador Jorge Viana teve o desplante de dizer outro dia que ajudamos a sustentar o Estado de São Paulo.
Para essa gente, a mentira é uma arma poderosa. E até quando elles dizem uma verdade incontestável, o fazem com a pior das intenções.
Eis que hoje, porém, a humildade e o bom senso bateram à porta dos petralhas. Às vésperas de uma eleição que pode mudar de uma vez por todas o destino da Frente Popular do Acre, o senador sem votos Aníbal Diniz resolveu contar a verdade sobre a realidade acreana:
“Mesmo os que votaram na Marina ou no Serra no primeiro turno agora têm a chance de votar na Dilma porque ela é o melhor para o Acre. Nós dizemos isso porque a dependência do Acre do governo federal ainda é muito grande..."
Sem o dinheiro que vem de Brasília, seríamos os primos pobres dos haitianos. Assim mesmo, o ex-governador Jorge Viana teve o desplante de dizer outro dia que ajudamos a sustentar o Estado de São Paulo.
Para essa gente, a mentira é uma arma poderosa. E até quando elles dizem uma verdade incontestável, o fazem com a pior das intenções.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Veneno de escorpião azul
A agência AFP de notícias revelou nesta segunda-feira que Cuba, o feudo dos irmãos Castro, vai lançar remédio contra o câncer feito a partir do veneno do escorpião azul. A matéria afirma que o novo medicamento foi usado "com bons resultados" em 10 mil doentes de câncer.
Segundo a AFP, "O Vidatox é um remédio elaborado com a toxina do escorpião azul (Rhopalurus junceus)" e será lançado em breve no mercado. O fármaco teria eficácia comprovada contra 15 tipos de tumores diferentes.
Quanto ao câncer do regime político que assola os moradores da ilha, não há antídoto à vista.
Segundo a AFP, "O Vidatox é um remédio elaborado com a toxina do escorpião azul (Rhopalurus junceus)" e será lançado em breve no mercado. O fármaco teria eficácia comprovada contra 15 tipos de tumores diferentes.
Quanto ao câncer do regime político que assola os moradores da ilha, não há antídoto à vista.
Queixa
"Um amor assim violento
Quando torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água
Ondas, desejos de vingança
Nessa desnatureza
Batem forte sem esperança
Contra a tua dureza"
sábado, 23 de outubro de 2010
A onipotência da tagarelice
Por Olavo de Carvalho, filósofo
Os signatários do recente manifesto de acadêmicos em favor da candidatura Dilma Rousseff apresentam-se, com modéstia exemplar, como "professores e pesquisadores de filosofia". Não ousam denominar-se filósofos porque no fundo sabem que não o são nem o serão jamais, mas também porque esperam que a mídia, por automatismo, lhes dê essa qualificação imerecida ao publicar a porcaria com o nome de "Manifesto dos Filósofos", conferindo-lhes o título honroso no mesmo ato em que os dispensa do vexame de atribuí-lo a si mesmos.
A filosofia surgiu na Grécia como um esforço de apreender e dizer o "ser" das coisas. A palavra "ser" implica o reconhecimento de uma realidade objetiva estruturada, inteligível, comunicável de homem a homem. O empreendimento filosófico voltava-se diretamente contra uma tradição de ensino para a qual o ser e a realidade objetiva não contavam, podendo ser livremente inventados pela força da palavra e da persuasão. Essa tradição denominava-se "sofística".
Decorridos vinte e cinco séculos, a denominação inverteu-se. O que se chama de filosofia em muitas universidades, especialmente no Brasil, é a convicção de que não existe realidade nenhuma e tudo é construído pela linguagem. Quem ouse praticar a filosofia no sentido que tinha em Sócrates, Platão e Aristóteles, é marginalizado como reacionário indigno de atenção. A sofística, com o nome de "desconstrucionismo", é o que hoje ostenta nos documentos oficiais o nome da sua velha inimiga, a filosofia.
Atribuindo psicoticamente à fala humana o poder criador do Logos divino, Martin Heidegger, militante nazista aposentado e um dos ídolos do establishment acadêmico, declara: "A linguagem é a morada do ser" – como se o ato de falar existisse fora e acima da realidade, e não dentro dela.
No mesmo espírito, Ernesto Laclau, no livro "Hegemonia e Estratégia Socialista" – talvez a proposta política mais influente nos meios esquerdistas das três últimas décadas – ensina que o partido revolucionário não precisa representar nenhum interesse social objetivo e nenhuma classe existente: pode criar esse interesse e essa classe retroativamente, pela força do discurso e da propaganda. O PT, que surgiu como partido de estudantes e socialites, gabando-se por isso de ser a voz das pessoas mais inteligentes (v. o estudo feito em 2000 pelo cientista político André Singer: http://epoca.globo.com/edic/20000717/brasil3a.htm), criou com dinheiro do governo a classe pobre que o apóia, e passou desde então a ser o partido dos desamparados e analfabetos, condenando os outros partidos como representantes da elite letrada. Na mesma lógica, a "democracia", segundo Laclau, é um "significante vazio", ao qual o partido revolucionário pode atribuir o sentido que bem lhe convenha. O PT designa com esse nome a aliança entre o governo e as massas alimentadas com dinheiro dos impostos, aliança montada em cima da destruição de todos os poderes intermediários, a começar pela mídia. Que essa aliança e essa destruição, historicamente, tenham sido a estratégia essencial de todos os regimes tirânicos do mundo (leiam Bertrand de Jouvenel, "Do Poder: História Natural do seu Crescimento"), é um detalhe irrisório: o "significante vazio" admite todos os conteúdos – com a vantagem adicional de que o eleitorado, ao ouvir a palavra "democracia" nas bocas dos próceres petistas, imagina que se trata de democracia no sentido tradicional do termo, porque não leu Ernesto Laclau e não sabe que eles a usam como palavra-código de duas caras, com um significado esotérico para os iniciados e outro, exotérico, para enganar os trouxas.
Não espanta que os servidores das duas maiores mentiras do século XX – o comunismo e o nazismo – tenham acabado por aderir maciçamente à teoria da onipotência criadora das palavras. Essas ideologias juravam basear-se numa descrição completa e objetiva da realidade, capaz de fundamentar a previsão acertada e científica do curso da História. Quando a História as desmentiu da maneira mais acachapante, os adeptos de ambas as correntes, em vez de penitenciar-se de seus erros e crimes, preferiram redobrar o blefe: apelaram ao desconstrucionismo e proclamaram que a realidade não existia mesmo, que tudo era uma questão do jeito de falar.
Também não espanta que, nessas condições, os inimigos de ontem se tornassem amigos, unidos no mesmo projeto sublime de trocar os fatos por uma ficção verbal eficiente. É por isso que tantos comunistas e socialistas amam de paixão os nazistas Martin Heidegger e Paul de Man. Nada une as pessoas mais apaixonadamente do que um projeto solidário de ludibriar todas as outras.
O Manifesto, por exemplo, declara que "Dilma Rousseff tem sido alvo de campanha difamatória baseada em ilações sobre suas convicções espirituais e na deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto."
Em que consiste a "campanha difamatória"? Em dizer que a candidata petista defende a liberação do aborto. E a "deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto"? Consiste em dizer que o governo quer liberar o aborto.
Desde quando publicar verdades bem documentadas é "campanha difamatória"? A lógica dessa rotulação é a mesma que o conhecido "professor e pesquisador de filosofia", João Carlos Quartim de Moraes, seguiu quando se gabou de ter cumprido pena de prisão pelo assassinato do capitão americano Charles Chandler e em seguida saiu posando de difamado ao ver que, iludido por essa declaração, da qual não tinha motivos para duvidar, eu o qualificava de assassino político condenado pela Justiça. Segundo Quartim de Moraes, acreditar em Quartim de Moraes é crime. Mudar de significado no dia seguinte é um dos mais deliciosos privilégios da mentira.
Do mesmo modo, quem assista ao vídeo http://www.youtube.com/watch?v=TdjN9Lk67Io, e ali veja e ouça Dilma Rousseff expressando seu apoio irrestrito à liberação do aborto, se tornará automaticamente um difamador se acreditar que ela disse o que disse.
No mesmo espírito do manifesto, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos jura: "O PNDH-3 não trata da legalização do aborto. Sua redação sobre o tema é: 'Considerar o aborto como tema de saúde pública, com garantia do acesso aos serviços de saúde'."
Todo leitor no pleno uso de suas faculdades mentais compreende imediatamente que "garantir o acesso ao serviço de saúde" é até mais do que legalizar o aborto: é sustentá-lo com dinheiro público. Mas compreender o sentido originário do texto é crime, porque, segundo a escola de pensamento dominante, nenhum texto tem sentido originário nenhum: o que vale é o sentido retroativo que a parte interessada lhe atribui quando vê nisso alguma vantagem. Os signatários do Manifesto foram educados na mentalidade "desconstrucionista" que apaga a realidade e o sentido para lhes substituir a "vontade de poder" (além de Heidegger, eles adoram Nietzsche) e a estratégia da tagarelice onipotente. É compreensível que, nessas condições, desejem ardentemente passar por filósofos, mas, no íntimo, se sintam um pouco inibidos de declarar que o são.
Os signatários do recente manifesto de acadêmicos em favor da candidatura Dilma Rousseff apresentam-se, com modéstia exemplar, como "professores e pesquisadores de filosofia". Não ousam denominar-se filósofos porque no fundo sabem que não o são nem o serão jamais, mas também porque esperam que a mídia, por automatismo, lhes dê essa qualificação imerecida ao publicar a porcaria com o nome de "Manifesto dos Filósofos", conferindo-lhes o título honroso no mesmo ato em que os dispensa do vexame de atribuí-lo a si mesmos.
A filosofia surgiu na Grécia como um esforço de apreender e dizer o "ser" das coisas. A palavra "ser" implica o reconhecimento de uma realidade objetiva estruturada, inteligível, comunicável de homem a homem. O empreendimento filosófico voltava-se diretamente contra uma tradição de ensino para a qual o ser e a realidade objetiva não contavam, podendo ser livremente inventados pela força da palavra e da persuasão. Essa tradição denominava-se "sofística".
Decorridos vinte e cinco séculos, a denominação inverteu-se. O que se chama de filosofia em muitas universidades, especialmente no Brasil, é a convicção de que não existe realidade nenhuma e tudo é construído pela linguagem. Quem ouse praticar a filosofia no sentido que tinha em Sócrates, Platão e Aristóteles, é marginalizado como reacionário indigno de atenção. A sofística, com o nome de "desconstrucionismo", é o que hoje ostenta nos documentos oficiais o nome da sua velha inimiga, a filosofia.
Atribuindo psicoticamente à fala humana o poder criador do Logos divino, Martin Heidegger, militante nazista aposentado e um dos ídolos do establishment acadêmico, declara: "A linguagem é a morada do ser" – como se o ato de falar existisse fora e acima da realidade, e não dentro dela.
No mesmo espírito, Ernesto Laclau, no livro "Hegemonia e Estratégia Socialista" – talvez a proposta política mais influente nos meios esquerdistas das três últimas décadas – ensina que o partido revolucionário não precisa representar nenhum interesse social objetivo e nenhuma classe existente: pode criar esse interesse e essa classe retroativamente, pela força do discurso e da propaganda. O PT, que surgiu como partido de estudantes e socialites, gabando-se por isso de ser a voz das pessoas mais inteligentes (v. o estudo feito em 2000 pelo cientista político André Singer: http://epoca.globo.com/edic/20000717/brasil3a.htm), criou com dinheiro do governo a classe pobre que o apóia, e passou desde então a ser o partido dos desamparados e analfabetos, condenando os outros partidos como representantes da elite letrada. Na mesma lógica, a "democracia", segundo Laclau, é um "significante vazio", ao qual o partido revolucionário pode atribuir o sentido que bem lhe convenha. O PT designa com esse nome a aliança entre o governo e as massas alimentadas com dinheiro dos impostos, aliança montada em cima da destruição de todos os poderes intermediários, a começar pela mídia. Que essa aliança e essa destruição, historicamente, tenham sido a estratégia essencial de todos os regimes tirânicos do mundo (leiam Bertrand de Jouvenel, "Do Poder: História Natural do seu Crescimento"), é um detalhe irrisório: o "significante vazio" admite todos os conteúdos – com a vantagem adicional de que o eleitorado, ao ouvir a palavra "democracia" nas bocas dos próceres petistas, imagina que se trata de democracia no sentido tradicional do termo, porque não leu Ernesto Laclau e não sabe que eles a usam como palavra-código de duas caras, com um significado esotérico para os iniciados e outro, exotérico, para enganar os trouxas.
Não espanta que os servidores das duas maiores mentiras do século XX – o comunismo e o nazismo – tenham acabado por aderir maciçamente à teoria da onipotência criadora das palavras. Essas ideologias juravam basear-se numa descrição completa e objetiva da realidade, capaz de fundamentar a previsão acertada e científica do curso da História. Quando a História as desmentiu da maneira mais acachapante, os adeptos de ambas as correntes, em vez de penitenciar-se de seus erros e crimes, preferiram redobrar o blefe: apelaram ao desconstrucionismo e proclamaram que a realidade não existia mesmo, que tudo era uma questão do jeito de falar.
Também não espanta que, nessas condições, os inimigos de ontem se tornassem amigos, unidos no mesmo projeto sublime de trocar os fatos por uma ficção verbal eficiente. É por isso que tantos comunistas e socialistas amam de paixão os nazistas Martin Heidegger e Paul de Man. Nada une as pessoas mais apaixonadamente do que um projeto solidário de ludibriar todas as outras.
O Manifesto, por exemplo, declara que "Dilma Rousseff tem sido alvo de campanha difamatória baseada em ilações sobre suas convicções espirituais e na deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto."
Em que consiste a "campanha difamatória"? Em dizer que a candidata petista defende a liberação do aborto. E a "deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto"? Consiste em dizer que o governo quer liberar o aborto.
Desde quando publicar verdades bem documentadas é "campanha difamatória"? A lógica dessa rotulação é a mesma que o conhecido "professor e pesquisador de filosofia", João Carlos Quartim de Moraes, seguiu quando se gabou de ter cumprido pena de prisão pelo assassinato do capitão americano Charles Chandler e em seguida saiu posando de difamado ao ver que, iludido por essa declaração, da qual não tinha motivos para duvidar, eu o qualificava de assassino político condenado pela Justiça. Segundo Quartim de Moraes, acreditar em Quartim de Moraes é crime. Mudar de significado no dia seguinte é um dos mais deliciosos privilégios da mentira.
Do mesmo modo, quem assista ao vídeo http://www.youtube.com/watch?v=TdjN9Lk67Io, e ali veja e ouça Dilma Rousseff expressando seu apoio irrestrito à liberação do aborto, se tornará automaticamente um difamador se acreditar que ela disse o que disse.
No mesmo espírito do manifesto, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos jura: "O PNDH-3 não trata da legalização do aborto. Sua redação sobre o tema é: 'Considerar o aborto como tema de saúde pública, com garantia do acesso aos serviços de saúde'."
Todo leitor no pleno uso de suas faculdades mentais compreende imediatamente que "garantir o acesso ao serviço de saúde" é até mais do que legalizar o aborto: é sustentá-lo com dinheiro público. Mas compreender o sentido originário do texto é crime, porque, segundo a escola de pensamento dominante, nenhum texto tem sentido originário nenhum: o que vale é o sentido retroativo que a parte interessada lhe atribui quando vê nisso alguma vantagem. Os signatários do Manifesto foram educados na mentalidade "desconstrucionista" que apaga a realidade e o sentido para lhes substituir a "vontade de poder" (além de Heidegger, eles adoram Nietzsche) e a estratégia da tagarelice onipotente. É compreensível que, nessas condições, desejem ardentemente passar por filósofos, mas, no íntimo, se sintam um pouco inibidos de declarar que o são.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Elles odeiam a livre imprensa
Não dá pra calar um jornal como o Estadão, não é mesmo? É por isso que elles odeiam a imprensa independente. E é por isso que fazem de tudo para subjugá-la via planos nacionais de direitos humanos.
Clique no título abaixo e veja por quê.
JORGE VIANA TENTOU BARRAR INVESTIGAÇÃO
Clique no título abaixo e veja por quê.
JORGE VIANA TENTOU BARRAR INVESTIGAÇÃO
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
"Jornalismo" petralha
O Blog da Dilma repercutiu nesta quinta-feira a farsa apresentada pelo site oestadodoacre.com, do jornalista Roberto Braña, segundo a qual um eleitor da candidata petista teria sido morto, em Porto Acre, por um simpatizante tucano. O motivo do crime teria sido uma brincadeira com um adesivo da candidata.
A notícia do assassinato de Claudio Pereira Martins, 28, por Valdecir Ferreira Miranda, com um tiro de espingarda calibre 16, foi divulgada pelos jornais locais na quinta-feira, 14, com versão bem diferente daquela. Os jornais apuraram que o autor do crime dizia aos conhecidos que arrumaria um jeito de ir parar na penal, onde o companheiro da ex-mulher de Valdecir cumpre pena por ter espancado até a morte o filho deste.
Apenas oestadodoacre.com vislumbrou um crime político onde estão claros os indícios de que a causa da violência gratuita foi excesso de bebida alcoólica e transtorno emocional.
É que o "jornalismo" petralha dá mais valor à conveniência das versões que ao rigorismo dos fatos.
A notícia do assassinato de Claudio Pereira Martins, 28, por Valdecir Ferreira Miranda, com um tiro de espingarda calibre 16, foi divulgada pelos jornais locais na quinta-feira, 14, com versão bem diferente daquela. Os jornais apuraram que o autor do crime dizia aos conhecidos que arrumaria um jeito de ir parar na penal, onde o companheiro da ex-mulher de Valdecir cumpre pena por ter espancado até a morte o filho deste.
Apenas oestadodoacre.com vislumbrou um crime político onde estão claros os indícios de que a causa da violência gratuita foi excesso de bebida alcoólica e transtorno emocional.
É que o "jornalismo" petralha dá mais valor à conveniência das versões que ao rigorismo dos fatos.
Nas barras da justiça
Participei hoje pela manhã da segunda e última audiência no Juizado Especial de Pequenas Causas, para onde fui levado por causa de uma postagem no blog. O que era para se configurar uma brincadeira virou processo por danos morais. O jornalista e assessor da mesa diretora da Assembleia Legislativa do Acre, Roberto Braña, se sentiu ofendido e exige compensação financeira de R$ 10,2 mil.
Ambos fomos ao tribunal sem advogado e defendemos nossos pontos de vista. Caberá agora ao juiz arbitrar se houve ou não dano à "imagem" do coleguinha. A sentença deverá sair em 60 dias.
Ambos fomos ao tribunal sem advogado e defendemos nossos pontos de vista. Caberá agora ao juiz arbitrar se houve ou não dano à "imagem" do coleguinha. A sentença deverá sair em 60 dias.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O que me cansa é a pantomima

O PV do Acre aderiu à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência do Brasil. Beleza. Dias atrás, a notícia foi alardeada como um feito da direção estadual do partido. Os jornais noticiaram o fato como se ele não fosse a mais notória expressão do óbvio. Pendurados nos cabides do poder público há mais de uma década, os verdes não poderiam adotar como medida senão seguir o chefe petista, no caso o governador eleito Tião Viana. Mas entre nós parece não haver muitos jornalistas dispostos a fazer cálculos como esse.
Para mim não há problema em que as coisas sigam seu curso natural. O que me cansa é a pantomima que tenta desmoralizar a inteligência alheia. A minha, por exemplo, se ressente quando meia dúzia já decidiu o que fará e o faz como se a decisão houvesse passado por extenuante e democrática discussão. E ainda saem correndo para contar ao chefe a "novidade".
Não fosse a postagem de hoje no blog do deputado Moisés Diniz (PCdoB), eu teria dado o assunto por encerrado. Segundo ele, o PV do Acre "não lavou as mãos como fez Pilatos". Moisés não apenas empresta um inoportuno caráter religioso à questão (já que de santa ela não tem nada), como também contribui, a sua maneira, com essa pantomima fajuta.
A imagem do post é do site smokingpot.org.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Da série "amiguinhos do Lula" (4)
CRISTINA KIRCHNER DEFENDE NACIONALIZAÇÃO DA IMPRENSA ARGENTINA
Do Estadão online
A presidente argentina, Cristina Kirchner, defendeu a nacionalização da imprensa do país em discurso nesta terça-feira, 19. Cristina disse ainda que os meios de comunicação precisam defender os interesses do país e não os estrangeiros.
"Às vezes penso se não seria importante nacionalizar - não estatizar - os meios de comunicação para que adquiram consciência nacional e defendam os interesses do país - não os do governo", disse a presidente em uma inauguração em Mercedes, na província de Buenos Aires, segundo o jornal Clarín.
[...]
A má relação da presidente com a imprensa, que sempre foi tensa, piorou nos últimos meses. Em agosto, Cristina afirmou que pretendia adquirir o controle da Papel Prensa, a principal fabricante de papel jornal do país, da qual o Estado, o grupo Clarín e o La Nación são acionistas.
Íntegra aqui.
Comento
A canalha esquerdista está irmanada pela sanha de calar a imprensa por motivos análogos aos que vivemos neste planetinha desgarrado chamado Acre. É mais fácil perpetuar-se no comando quando jornais viram um bistrô de boas notícias e os jornalistas não passam de lacaios que servem as mesas dos companheiros.
Cristina Kirchner, bem como Hugo Chávez, Fidel Castro e os lulistas, não apreciam o cardápio jornalístico quando ele contém notícias amargas. E como na historinha daquele sujeito ricaço, que por estar metido em roupas de ir à praia foi mal atendido pelo porteiro do restaurante chique, essa gente trata logo de comprar o estabelecimento.
A piada é quando a presidente da Argentina dá a entender que 'nacionalizar' seria diferente de 'estatizar'. É claro que se trata de um embuste, bem ao estilo do que se viu no PNDH-3 (Programa Nacional dos Direitos Humanos dos petralhas) com os tais conselhos que se encarregariam de julgar os "abusos" da imprensa brasileira.
Essa gentalha não deveria ter passado do século 19.
Do Estadão online
A presidente argentina, Cristina Kirchner, defendeu a nacionalização da imprensa do país em discurso nesta terça-feira, 19. Cristina disse ainda que os meios de comunicação precisam defender os interesses do país e não os estrangeiros.
"Às vezes penso se não seria importante nacionalizar - não estatizar - os meios de comunicação para que adquiram consciência nacional e defendam os interesses do país - não os do governo", disse a presidente em uma inauguração em Mercedes, na província de Buenos Aires, segundo o jornal Clarín.
[...]
A má relação da presidente com a imprensa, que sempre foi tensa, piorou nos últimos meses. Em agosto, Cristina afirmou que pretendia adquirir o controle da Papel Prensa, a principal fabricante de papel jornal do país, da qual o Estado, o grupo Clarín e o La Nación são acionistas.
Íntegra aqui.
Comento
A canalha esquerdista está irmanada pela sanha de calar a imprensa por motivos análogos aos que vivemos neste planetinha desgarrado chamado Acre. É mais fácil perpetuar-se no comando quando jornais viram um bistrô de boas notícias e os jornalistas não passam de lacaios que servem as mesas dos companheiros.
Cristina Kirchner, bem como Hugo Chávez, Fidel Castro e os lulistas, não apreciam o cardápio jornalístico quando ele contém notícias amargas. E como na historinha daquele sujeito ricaço, que por estar metido em roupas de ir à praia foi mal atendido pelo porteiro do restaurante chique, essa gente trata logo de comprar o estabelecimento.
A piada é quando a presidente da Argentina dá a entender que 'nacionalizar' seria diferente de 'estatizar'. É claro que se trata de um embuste, bem ao estilo do que se viu no PNDH-3 (Programa Nacional dos Direitos Humanos dos petralhas) com os tais conselhos que se encarregariam de julgar os "abusos" da imprensa brasileira.
Essa gentalha não deveria ter passado do século 19.
Vox Regis
"É sem vergonha".
Do senador e presidente do PSDB nacional Sérgio Guerra, na Folha Online desta terça-feira, sobre o resultado da pesquisa Vox Populi, que deixou de ser a voz do povo para se transformar na voz do rei ao dar a Dilma Rouseff 51% das intenções de voto contra 39% do tucano José Serra.
Do senador e presidente do PSDB nacional Sérgio Guerra, na Folha Online desta terça-feira, sobre o resultado da pesquisa Vox Populi, que deixou de ser a voz do povo para se transformar na voz do rei ao dar a Dilma Rouseff 51% das intenções de voto contra 39% do tucano José Serra.
É cada uma...
Leio na coluna do meu bom amigo e colega Evandro Cordeiro, da Agência Contilnet, as seguintes notinhas:
Infelicidade
Infeliz será qualquer tentativa de ligar a Frente Popular a (sic) confraria de assassinos de Acrelândia. O cérebro da coligação determinou por toda a campanha que nenhum ato tivesse a chancela do prefeito de lá, o Carlos César, do PSB.
Sem atrelamento
Se procurarem as fotos da campanha, o prefeito de Acrelândia não aparece em nenhum palanque de Tião Viana.
Comento
Não demora e o pessoal da imprensa vai 'descobrir' que o socialista Carlos César, que segundo a polícia é um dos responsáveis pela morte do vereador Pinté, estava era no palanque da oposição. Menos, Evandro, menos...
Infelicidade
Infeliz será qualquer tentativa de ligar a Frente Popular a (sic) confraria de assassinos de Acrelândia. O cérebro da coligação determinou por toda a campanha que nenhum ato tivesse a chancela do prefeito de lá, o Carlos César, do PSB.
Sem atrelamento
Se procurarem as fotos da campanha, o prefeito de Acrelândia não aparece em nenhum palanque de Tião Viana.
Comento
Não demora e o pessoal da imprensa vai 'descobrir' que o socialista Carlos César, que segundo a polícia é um dos responsáveis pela morte do vereador Pinté, estava era no palanque da oposição. Menos, Evandro, menos...
Assinar:
Postagens (Atom)