Protesto
Um grupo de médicos organizou no Facebook uma campanha para protestar contra a secretária de Estado de Saúde, Suely Melo.
Em tom descontraído
Tudo porque no dia 21 de janeiro, no programa Tribuna Livre, da TV Rio Branco, Suely sugeriu, em tom bem humorado e descontraído, que o dinheiro e o status movem parte da categoria.
Meia dúzia
Bastou isso para que a secretária fosse execrada por meia dúzia de oportunistas, cujas razões políticas são mais do que óbvias.
Manobra
Para arregimentar cúmplices, o pessoal que se espevitou com a secretária de Estado de Saúde, Suely Melo, tratou de descontextualizar sua declaração, para torná-la um libelo contra a classe inteira.
Deletados do baile
A coisa é tão dirigida pelo Sindmed, responsável pelo alarido na rede social, que comentários contrários à iniciativa tratam logo de ser apagados.
Dois pesos
É uma questão até hilariante: o pessoal que exerce o direito de protestar acaba por censurar as opiniões contraditórias.
Leia mais aqui.
Blog do Archibaldo
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Denúncia aponta descaso com escolas da zona rural de Cruzeiro do Sul
A desativação da escola Sidney Vilela (foto), na comunidade Baturité, no Alto Lagoinha, a cinco horas de barco de Cruzeiro do Sul, divide opiniões. O autor da denúncia, o economista Rafael Dene, esteve no local e diz ter conversado com membros da comunidade, que imploram pela reabertura da unidade de ensino. Já o secretário de Educação do município, Ivo Galvão, afirmou que a escola foi fechada pelo fato de no local haver apenas quatro crianças em idade escolar.
Rafael Dene conta ter encontrado 16 alunos que precisam caminhar por dentro da mata durante três horas para frequentar aulas na comunidade Barro Alto. Outro problema, segundo ele, é que na prefeitura há documento em que consta a existência de professor lecionando na escola fechada.
Além disso, os 16 alunos que precisam caminhar até três horas para ter aula nem sempre recebem merenda, afirma. Dene refez, junto com as crianças, a caminhada de três horas por dentro da floresta. “Voltei pra cidade com bolhas nos pés”, diz. “Os alunos também declaram que na escola Airton Senna quase não houve merenda no ano passado”, conta Dene.
Tudo junto e misturado
Segundo Rafael Dene, a falta de escolas e professores tem obrigado que crianças de 1ª a 4ª série se juntem numa única sala, para assistir às aulas dadas por um único professor – isso quando ele aparece para cumprir as obrigações.
O garoto Ismael, de 10 anos, devido a esse problema, ainda não aprendeu a ler, e sequer sabe escrever o próprio nome. O fato é confirmado pelo produtor rural Raimundo Virgínio de Souza, 62 anos. Outras escolas, segundo Dene, passam pelo mesmo problema de falta de professores: a Raimunda e Castro Lebre, localizada na BR-364, Ramal do Zacarias, e a escola Padre Manoel da Nóbrega I, na comunidade Mundo Novo. Esta última ainda tem o agravante de estar em péssimas condições estruturais e com problema de oferta e merenda, de acordo com Dene.
O economista também questiona a construção da escola Airton Senna da Silva, no valor de R$ 70 mil. Para ele, o gasto não condiz com a simplicidade de sua estrutura.
Dene ressaltou ainda que os moradores imploram pela reabertura da escola fechada pelo prefeito Vagner Sales (PMDB).
Outro lado
O secretário de Educação de Cruzeiro do Sul, Ivo Galvão, confirmou o fechamento da escola há dois anos. Mas desmentiu a existência de 16 crianças em idade escolar na comunidade Baturité. “A comunidade é dispersa, só há quatro crianças lá em idade escolar e nenhum sistema de ensino no mundo admite manter uma escola funcionamento para apenas quatro alunos”, assegurou, admitindo, porém, que eles estão sem estudar devido o fechamento da escola.
Galvão assegurou à reportagem do Página 20 que em todas as escolas da zona rural sobrou merenda em 2011. “Gastamos quase o dobro do que é repassado pelo FNDE [Fundo Nacional de Alimentação Escolar], de 30 centavos ao dia por aluno”, argumentou.
Ele também refutou a suspeita de superfaturamento da escola Airton Senna. E disse que a construção seguiu os padrões técnicos ditados pelos engenheiros e que a prefeitura não teme qualquer investigação nos contratos com as empresas vencedoras das licitações.
Sobre a falta de professores para trabalhar na comunidade Baturité, Ivo Galvão afirmou que nenhum dos professores concursados aceitou trabalhar no local. E ironizou o denunciante, dizendo que se Rafael Dene quiser lecionar lá, a prefeitura lhe arranjaria um contrato.
O secretário disse ainda que a prefeitura mantém 54 barqueiros para transporte de alunos na zona rural.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Aviso aos navegantes
Alguns desmiolados vez por outra entram aqui para vociferar contra opiniões, notícias ou pessoas retratadas nos textos. Covardes, não assinam o que escrevem. Encobertos pelo anonimato, encorajam-se a distribuir bofetes, quase sempre terminando por punir a indefesa língua portuguesa.
Mas um aviso aos navegantes que o mar da indiferença há de engolir: o destino de seus desairosos comentários é a lata do lixo. Assim, caso os queiram ver publicados, recomendo que assinem embaixo - e preparem a fuça para o revide.
Mas um aviso aos navegantes que o mar da indiferença há de engolir: o destino de seus desairosos comentários é a lata do lixo. Assim, caso os queiram ver publicados, recomendo que assinem embaixo - e preparem a fuça para o revide.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Diretor do Depasa denuncia tentativa de violação de domicílio
Um homem com uma filmadora tentou entrar na casa de Gildo Cesar para filmar obra
O diretor-presidente do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), Gildo Cesar Rocha, registrou ontem boletim de ocorrência no Departamento de Inteligência de Polícia Civil (DIPC) por violação de domicílio. A polícia vai apurar os fatos e já sabe que o homem com uma filmadora que tentou entrar na residência do diretor do Depasa estava em um carro que pertence ao agente penitenciário Joabe Lira de Queiroz, presidente da juventude estadual do PSDB.
Segundo o denunciante, por volta das 10 horas de sexta-feira a sogra, Almira Lopes das Neves, que mora com ele, atendeu a um homem que portava uma câmera filmadora. Ele se dizia funcionário da TV Rio Branco e queria entrar no imóvel, no bairro Bosque, para filmar as obras que estão sendo realizadas no local. Impedido por Almira, o sujeito tentou entrar no quintal da residência de Gildo Cesar pela casa do vizinho, mas também foi contido pelo pedreiro José Hildo Chagas Portela.
Em seguida, o suposto cinegrafista do SBT entrou em um FOX estacionado nas proximidades. A placa do veículo, MZS 7569, foi anotada e se descobriu que o proprietário é Joabe Lira de Queiroz, ligado ao PSDB Jovem do Acre.
A direção da TV Rio Branco negou que algum de seus cinegrafistas fora encarregado de fazer imagens da casa do diretor-presidente do Depasa.
Apuração
A polícia informou a Gildo Cesar que Joabe será intimado a prestar esclarecimentos. Ele terá de explicar por que seu carro transportava alguém que possivelmente usou de falsidade ideológica para registrar imagens da residência do diretor do Depasa. O delegado encarregado do caso também vai apurar se era o próprio Joabe Lira quem estava ao volante naquele momento.
“Quero saber o que essas pessoas queriam filmar na minha residência. O processo eleitoral nem começou e um fato preocupante, com evidente cunho político, precisa ser apurado pela polícia”, disse Gildo Cesar logo depois de ter saído da delegacia.
O diretor-presidente do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), Gildo Cesar Rocha, registrou ontem boletim de ocorrência no Departamento de Inteligência de Polícia Civil (DIPC) por violação de domicílio. A polícia vai apurar os fatos e já sabe que o homem com uma filmadora que tentou entrar na residência do diretor do Depasa estava em um carro que pertence ao agente penitenciário Joabe Lira de Queiroz, presidente da juventude estadual do PSDB.
Segundo o denunciante, por volta das 10 horas de sexta-feira a sogra, Almira Lopes das Neves, que mora com ele, atendeu a um homem que portava uma câmera filmadora. Ele se dizia funcionário da TV Rio Branco e queria entrar no imóvel, no bairro Bosque, para filmar as obras que estão sendo realizadas no local. Impedido por Almira, o sujeito tentou entrar no quintal da residência de Gildo Cesar pela casa do vizinho, mas também foi contido pelo pedreiro José Hildo Chagas Portela.
Em seguida, o suposto cinegrafista do SBT entrou em um FOX estacionado nas proximidades. A placa do veículo, MZS 7569, foi anotada e se descobriu que o proprietário é Joabe Lira de Queiroz, ligado ao PSDB Jovem do Acre.
A direção da TV Rio Branco negou que algum de seus cinegrafistas fora encarregado de fazer imagens da casa do diretor-presidente do Depasa.
Apuração
A polícia informou a Gildo Cesar que Joabe será intimado a prestar esclarecimentos. Ele terá de explicar por que seu carro transportava alguém que possivelmente usou de falsidade ideológica para registrar imagens da residência do diretor do Depasa. O delegado encarregado do caso também vai apurar se era o próprio Joabe Lira quem estava ao volante naquele momento.
“Quero saber o que essas pessoas queriam filmar na minha residência. O processo eleitoral nem começou e um fato preocupante, com evidente cunho político, precisa ser apurado pela polícia”, disse Gildo Cesar logo depois de ter saído da delegacia.
Pensamento do dia
Pessoas dissimuladas, levianas e ingratas fazem parte de minhas frustrações apenas quando devotei a elas o melhor de mim. Porém, nada no mundo fantástico do sensível se perde para quem doa - apenas para os que nunca aprenderão a receber.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Flaviano Melo lidera gastos na Câmara Federal
Tucano Marcio Bittar apresentou as maiores despesas com divulgação (R$ 105.730,67) e consultoria (R$ 97 mil)
Levantamento feito pelo site UOL revela que Flaviano Melo (PMDB) é o recordista de gastos entre os oito deputados federais acreanos neste primeiro ano legislativo. Ele foi reembolsado em R$ 336.380,93, entre fevereiro e dezembro de 2011, por despesas com passagens aéreas, telefonia, serviços postais, consultoria, manutenção de escritório e combustíveis, entre outros.
Taumaturgo Lima (PT) é o vice-líder no rol dos gastadores, com direito a reembolso de R$ 320.871,57. Em seguida aparece a deputada Antônia Lúcia (PSC), com gastos que somam R$ 318.808,19, e em quarto, coladinho nela, Marcio Bittar (PSDB), cujos gastos somaram R$ 317.456,37.
Um detalhe que chama a atenção no caso do parlamentar tucano, porém, são as despesas com divulgação e consultoria, nos quais ele foi o campeão. Marcio torrou R$ 105 mil em divulgação e exatos R$ 97 mil em consultoria. Neste último item, Gladson Cameli (PP), o sexto da lista, e Sibá Machado (PT), o sétimo, não apresentaram gastos.
No item telefonia, a deputada federal Perpétua Almeida, do PCdoB, liderou a lista de gastadores, com direito a ressarcimento de R$ 75.262,17. Em seguida aparece Gladson Cameli (R$ 45.295,47), Flaviano Melo (R$ 41.442,56), e Marcio Bittar (R$ 33.688,03). O que menos gastou em telefonemas foi o petista Taumaturgo Lima (R$ 15.914,79).
Ressalte-se que o quarto colocado no rol dos que mais gostam de falar ao telefone – o deputado Marcio Bittar – até o fim do ano passado possuía celular e internet em nome de terceiros. Ao guindar-se à Câmara Federal, ele teve o cuidado de transferir esses serviços para o próprio nome, pois assim pôde exigir o reembolso dos gastos.
Números
Segundo o UOL, os reembolsos ainda devem aumentar porque os deputados têm até três meses depois da emissão da nota para informar despesas. Março é prazo final para as atualizações dos gastos dos parlamentares federais.
Os 513 deputados brasileiros custaram ao país 135,4 milhões, o que corresponde ao pagamento de 193 mil benefícios básicos do programa Bolsa Família, fixados em R$ 70. Esse valor não inclui os salários, de R$ 26,7 mil.
Os mais de R$ 2,33 milhões que custaram os deputados acreanos ao contribuinte seriam suficientes pagar remunerar 3.751 trabalhadores brasileiros que receberão o novo mínimo de R$ 622 a partir do dia 1° de fevereiro ou pagar o Bolsa Família a mais de 33 mil beneficiários do programa.
Levantamento feito pelo site UOL revela que Flaviano Melo (PMDB) é o recordista de gastos entre os oito deputados federais acreanos neste primeiro ano legislativo. Ele foi reembolsado em R$ 336.380,93, entre fevereiro e dezembro de 2011, por despesas com passagens aéreas, telefonia, serviços postais, consultoria, manutenção de escritório e combustíveis, entre outros.
Taumaturgo Lima (PT) é o vice-líder no rol dos gastadores, com direito a reembolso de R$ 320.871,57. Em seguida aparece a deputada Antônia Lúcia (PSC), com gastos que somam R$ 318.808,19, e em quarto, coladinho nela, Marcio Bittar (PSDB), cujos gastos somaram R$ 317.456,37.
Um detalhe que chama a atenção no caso do parlamentar tucano, porém, são as despesas com divulgação e consultoria, nos quais ele foi o campeão. Marcio torrou R$ 105 mil em divulgação e exatos R$ 97 mil em consultoria. Neste último item, Gladson Cameli (PP), o sexto da lista, e Sibá Machado (PT), o sétimo, não apresentaram gastos.
No item telefonia, a deputada federal Perpétua Almeida, do PCdoB, liderou a lista de gastadores, com direito a ressarcimento de R$ 75.262,17. Em seguida aparece Gladson Cameli (R$ 45.295,47), Flaviano Melo (R$ 41.442,56), e Marcio Bittar (R$ 33.688,03). O que menos gastou em telefonemas foi o petista Taumaturgo Lima (R$ 15.914,79).
Ressalte-se que o quarto colocado no rol dos que mais gostam de falar ao telefone – o deputado Marcio Bittar – até o fim do ano passado possuía celular e internet em nome de terceiros. Ao guindar-se à Câmara Federal, ele teve o cuidado de transferir esses serviços para o próprio nome, pois assim pôde exigir o reembolso dos gastos.
Números
Segundo o UOL, os reembolsos ainda devem aumentar porque os deputados têm até três meses depois da emissão da nota para informar despesas. Março é prazo final para as atualizações dos gastos dos parlamentares federais.
Os 513 deputados brasileiros custaram ao país 135,4 milhões, o que corresponde ao pagamento de 193 mil benefícios básicos do programa Bolsa Família, fixados em R$ 70. Esse valor não inclui os salários, de R$ 26,7 mil.
Os mais de R$ 2,33 milhões que custaram os deputados acreanos ao contribuinte seriam suficientes pagar remunerar 3.751 trabalhadores brasileiros que receberão o novo mínimo de R$ 622 a partir do dia 1° de fevereiro ou pagar o Bolsa Família a mais de 33 mil beneficiários do programa.
Reembolso a deputados federais e uma lembrança do Sr. Marcio Bittar
Do Site UOL
A Câmara dos Deputados usou R$ 135,4 milhões para reembolsar os políticos por despesas de mandato de fevereiro a dezembro de 2011. O levantamento feito pelo UOL tem base em informações da cota de atividade parlamentar fornecidas desde o início da atual legislatura. Esse valor equivale a pouco mais de 193 mil benefícios básicos do programa Bolsa Família, fixados em R$ 70.
A cota parlamentar não inclui o salário mensal de R$ 26,7 mil. Os reembolsos ainda devem aumentar porque os deputados têm até três meses após a emissão da nota fiscal para informarem os gastos –e pode haver atualizações até março. O levantamento do UOL usou informações disponíveis no site da Câmara até 9 de janeiro de 2012.
Íntegra aqui.
Meu comentário: A matéria me fez lembrar o deputado Marcio Bittar (PSDB), que nas campanhas de 2004, 2006 e 2010 nunca teve telefone (fixo ou móvel) e internet em seu nome. Bastou, porém, eleger-se deputado federal que providenciou a transferência sob a única razão de que os seus gastos pessoais são custeados pelo contribuinte, em forma de reembolso. E foi como ouvir um insulto pessoal no dia em que ele combinava a manobra com a mulher, Marcia Bittar, e esta perguntou se os gastos com o celular dela também poderiam ser ressarcidos pela Câmara.
A Câmara dos Deputados usou R$ 135,4 milhões para reembolsar os políticos por despesas de mandato de fevereiro a dezembro de 2011. O levantamento feito pelo UOL tem base em informações da cota de atividade parlamentar fornecidas desde o início da atual legislatura. Esse valor equivale a pouco mais de 193 mil benefícios básicos do programa Bolsa Família, fixados em R$ 70.
A cota parlamentar não inclui o salário mensal de R$ 26,7 mil. Os reembolsos ainda devem aumentar porque os deputados têm até três meses após a emissão da nota fiscal para informarem os gastos –e pode haver atualizações até março. O levantamento do UOL usou informações disponíveis no site da Câmara até 9 de janeiro de 2012.
Íntegra aqui.
Meu comentário: A matéria me fez lembrar o deputado Marcio Bittar (PSDB), que nas campanhas de 2004, 2006 e 2010 nunca teve telefone (fixo ou móvel) e internet em seu nome. Bastou, porém, eleger-se deputado federal que providenciou a transferência sob a única razão de que os seus gastos pessoais são custeados pelo contribuinte, em forma de reembolso. E foi como ouvir um insulto pessoal no dia em que ele combinava a manobra com a mulher, Marcia Bittar, e esta perguntou se os gastos com o celular dela também poderiam ser ressarcidos pela Câmara.
Ministério Público propõe ação contra Major Rocha e Sargento Vieira por improbidade administrativa
O Ministério Público do Estado (MPE) propôs ação civil por improbidade administrativa contra o deputado Major Wherles Rocha (PSDB) e o vereador Sargento Vieira (PPS). Os dois são acusados pelos promotores do MPE de simular o aluguel de um veículo para justificar o uso da verba de gabinete à qual os 14 vereadores da capital têm direito, no valor de R$ 15 mil mensais cada um.
Segundo o órgão, a caminhonete L200, Mitsubishi, cor branca e placa MZY 2310, supostamente de propriedade do deputado Wherles Rocha, foi alugada por R$ 2 mil por mês para prestar serviços ao gabinete do sargento e vereador Francisco Alves Vieira. Só que o veículo ficava à disposição da Associação dos Militares do Acre (AME), cujo então presidente era Natalício Braga.
“Ocorre que o mencionado veículo nunca realizou os serviços para os quais fora ‘ficticiamente’ locado”, sustenta a ação. O real proprietário da caminhonete era a AME, e os promotores constataram que ela circulava com identificação da entidade.
O MPE afirma ainda que a locação do veículo pelo vereador foi uma forma de “promover o enriquecimento ilícito” do deputado Major Rocha. A transação se estendeu por um período de dez meses, entre março e dezembro de 2009. O órgão apurou também que a caminhonete era constantemente abastecida no Auto Posto Rio Branco, de propriedade de um tio do parlamentar estadual.
Para os promotores públicos, a transação foi ilegal e feita “somente com o fito de malbaratar o erário público e promover o enriquecimento sem causa” do deputado tucano. Eles pedem que Rocha e Vieira sejam responsabilizados por conduta desonesta.
Notas fiscais e inverdades
Nas notas fiscais fornecidas pelo vereador, o órgão constatou o que denominou “erro de digitação ou tentativa de ludibriar os promotores”, já que em cinco delas o número da placa do veículo não correspondia à da caminhonete. Em algumas delas estava grafado “NAB 2110” e em outra apenas “NAB 231”.
O MPE assegura ainda que Wherles Rocha tinha conhecimento da fraude e contribuiu com ela. “Dessa forma, [Wherles Rocha] atestou inverdades, uma vez que seria impossível a este acordar prestação de serviços de locação com veículo que não estava em sua posse e que, portanto, não poderia dele dispor”, afirma o texto do MPE.
Pedido de punição
Se acatada pela Justiça a ação do MPE, o vereador Sargento Vieira e o deputado Major Rocha terão de devolver aos cofres públicos os R$ 20 mil “ilicitamente acrescidos” aos patrimônios pessoais, além de pagamento de multa estipulada em três vezes o valor do prejuízo causado. O MPE também quer a suspensão dos direitos políticos dos parlamentares por no mínimo oito anos.
Ambos também estarão proibidos de contratar com o Poder Público ou receber “benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios”, direta ou indiretamente.
A reportagem do Página 20 tentou ontem à tarde contato com o deputado tucano pelo celular 81*2-1**3, mas as ligações caíam na caixa de mensagem. O vereador Sargento Vieira também não foi localizado para dar sua versão sobre os fatos.
Segundo o órgão, a caminhonete L200, Mitsubishi, cor branca e placa MZY 2310, supostamente de propriedade do deputado Wherles Rocha, foi alugada por R$ 2 mil por mês para prestar serviços ao gabinete do sargento e vereador Francisco Alves Vieira. Só que o veículo ficava à disposição da Associação dos Militares do Acre (AME), cujo então presidente era Natalício Braga.
“Ocorre que o mencionado veículo nunca realizou os serviços para os quais fora ‘ficticiamente’ locado”, sustenta a ação. O real proprietário da caminhonete era a AME, e os promotores constataram que ela circulava com identificação da entidade.
O MPE afirma ainda que a locação do veículo pelo vereador foi uma forma de “promover o enriquecimento ilícito” do deputado Major Rocha. A transação se estendeu por um período de dez meses, entre março e dezembro de 2009. O órgão apurou também que a caminhonete era constantemente abastecida no Auto Posto Rio Branco, de propriedade de um tio do parlamentar estadual.
Para os promotores públicos, a transação foi ilegal e feita “somente com o fito de malbaratar o erário público e promover o enriquecimento sem causa” do deputado tucano. Eles pedem que Rocha e Vieira sejam responsabilizados por conduta desonesta.
Notas fiscais e inverdades
Nas notas fiscais fornecidas pelo vereador, o órgão constatou o que denominou “erro de digitação ou tentativa de ludibriar os promotores”, já que em cinco delas o número da placa do veículo não correspondia à da caminhonete. Em algumas delas estava grafado “NAB 2110” e em outra apenas “NAB 231”.
O MPE assegura ainda que Wherles Rocha tinha conhecimento da fraude e contribuiu com ela. “Dessa forma, [Wherles Rocha] atestou inverdades, uma vez que seria impossível a este acordar prestação de serviços de locação com veículo que não estava em sua posse e que, portanto, não poderia dele dispor”, afirma o texto do MPE.
Pedido de punição
Se acatada pela Justiça a ação do MPE, o vereador Sargento Vieira e o deputado Major Rocha terão de devolver aos cofres públicos os R$ 20 mil “ilicitamente acrescidos” aos patrimônios pessoais, além de pagamento de multa estipulada em três vezes o valor do prejuízo causado. O MPE também quer a suspensão dos direitos políticos dos parlamentares por no mínimo oito anos.
Ambos também estarão proibidos de contratar com o Poder Público ou receber “benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios”, direta ou indiretamente.
A reportagem do Página 20 tentou ontem à tarde contato com o deputado tucano pelo celular 81*2-1**3, mas as ligações caíam na caixa de mensagem. O vereador Sargento Vieira também não foi localizado para dar sua versão sobre os fatos.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Documentos apontam suspeita de fraude em licitação da prefeitura de Cruzeiro do Sul
Os promotores do Ministério Público Estadual têm em mãos uma grave denúncia contra a prefeitura de Cruzeiro do Sul. Trata-se de documentos que apontam suposta fraude em licitação pública na compra de asfalto. A empresa J. B. Correia e CIA LTDA foi beneficiada indevidamente com dispensa de licitação. Os valores envolvidos chegam a quase R$ 360 mil.
No dia 28 de fevereiro de 2011, o gabinete do prefeito Vagner Sales (PMDB) recebeu despacho com a cotação de preços das empresas Petrobras Distribuidora SA e Alternativa Distribuidora Ltda. Os preços da tonelada de asfalto entre uma e outra é muito discrepante, o que habilitou a estatal a fornecer o material para pavimentação asfáltica da cidade.
Onze dias depois, o prefeito Vagner Sales assinou o decreto de número 58 autorizando a compra, com dispensa de licitação, de cimento asfáltico, emulsão asfáltica e asfalto diluído da Petrobras, sediada na cidade de Manaus, no Amazonas.
No dia 4 de abril, o Diário Oficial do Estado publicou a dispensa de licitação autorizada pela prefeitura de Cruzeiro do Sul. Mas, um detalhe chamou a atenção do economista Rafael Dene, autor do levantamento: a autorização de compra incluía a empresa J. B. Correia e CIA LTDA.
Em dois despachos, o prefeito Vagner Sales autorizava a empresa a fornecer, junto com a Petrobras, parte dos insumos exigidos para a pavimentação asfáltica no município. Com apenas uma canetada de Sales, a empresa faturou dois contratos – um de R$ 74,5 mil e outro de R$ 283,4 mil.
“Como a dispensa de licitação fora dada para a estatal brasileira, a J. B. Correia foi incluída indevidamente no processo de compra e venda”, sustenta Rafael Dene.
Sem resposta
Dene protocolou a denúncia no Ministério Público Estadual (MPE) de Cruzeiro do Sul, junto com várias outras contra o prefeito. A primeira delas, por suspeita de nepotismo, ainda não recebeu resposta do MPE.
A lentidão do MPE de Cruzeiro é tamanha nesses casos, que o economista pensa em recorrer ao Ministério Público Federal contra o prefeito Vagner Sales.
“O que está em jogo é dinheiro público, e o prefeito Vagner Sales foi eleito para gerir bem esses recursos”, conclui Dene.
No dia 28 de fevereiro de 2011, o gabinete do prefeito Vagner Sales (PMDB) recebeu despacho com a cotação de preços das empresas Petrobras Distribuidora SA e Alternativa Distribuidora Ltda. Os preços da tonelada de asfalto entre uma e outra é muito discrepante, o que habilitou a estatal a fornecer o material para pavimentação asfáltica da cidade.
Onze dias depois, o prefeito Vagner Sales assinou o decreto de número 58 autorizando a compra, com dispensa de licitação, de cimento asfáltico, emulsão asfáltica e asfalto diluído da Petrobras, sediada na cidade de Manaus, no Amazonas.
No dia 4 de abril, o Diário Oficial do Estado publicou a dispensa de licitação autorizada pela prefeitura de Cruzeiro do Sul. Mas, um detalhe chamou a atenção do economista Rafael Dene, autor do levantamento: a autorização de compra incluía a empresa J. B. Correia e CIA LTDA.
Em dois despachos, o prefeito Vagner Sales autorizava a empresa a fornecer, junto com a Petrobras, parte dos insumos exigidos para a pavimentação asfáltica no município. Com apenas uma canetada de Sales, a empresa faturou dois contratos – um de R$ 74,5 mil e outro de R$ 283,4 mil.
“Como a dispensa de licitação fora dada para a estatal brasileira, a J. B. Correia foi incluída indevidamente no processo de compra e venda”, sustenta Rafael Dene.
Sem resposta
Dene protocolou a denúncia no Ministério Público Estadual (MPE) de Cruzeiro do Sul, junto com várias outras contra o prefeito. A primeira delas, por suspeita de nepotismo, ainda não recebeu resposta do MPE.
A lentidão do MPE de Cruzeiro é tamanha nesses casos, que o economista pensa em recorrer ao Ministério Público Federal contra o prefeito Vagner Sales.
“O que está em jogo é dinheiro público, e o prefeito Vagner Sales foi eleito para gerir bem esses recursos”, conclui Dene.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Petecão e Flaviano Melo destinam emendas para São Paulo e Brasília
Montante alocado pelos parlamentares acreanos desde 2009 soma mais de R$ 1 milhão em emendas individuais do Orçamento Geral da União
O senador Sérgio Petecão (PSD) e o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) destinaram emendas para o Estado de São Paulo e para o Distrito Federal, distantes do Acre 3.604 e 3.123 quilômetros, respectivamente. Segundo levantamento feito pelo economista Rafael Dene, os dois alocaram para aquelas unidades, desde 2009, quando Petecão ainda era deputado federal, um total de R$ 1,1 milhão.
Flaviano Melo demonstrou interesse, em 2009, até no fomento do turismo da cidade de Rio Claro, no interior paulista, para onde enviou emenda no valor de R$ 100 mil. Nos três anos subsequentes, o parlamentar acreano brindou a saúde paulista com outros R$ 600 mil, num total de R$ 200 mil a cada ano.
Por telefone, Flaviano explicou que o Hospital do Rim, em São Paulo, recebe “muitos conhecidos”, além de ser uma instituição pública e prestar assistência médica gratuita. Mas ele não soube especificar se os conhecidos a quem se referiu são acreanos.
Mui amigos
Para o ano de 2012, o senador Sérgio Petecão reservou emenda individual no valor de R$ 100 mil para apoiar a manutenção de unidades de saúde do Estado de Paulo. Vale ressaltar que o prefeito da capital paulista é Gilberto Kassab, do mesmo partido que o senador acreano.
Desde 2010 Petecão tem presenteado os paulistas e os moradores do Distrito Federal com recursos do Orçamento Geral da União. Neste ano foram duas emendas no valor de R$ 100 mil cada uma, enviadas a São Paulo e ao Distrito Federal. E em 2011 ele destinou outros R$ 100 mil para a saúde paulista.
São Paulo tem 70 deputados federais e três senadores e nenhum deles se preocupou em alocar emendas para o Acre. O Estado também tem o maior PIB (Produto Interno Bruto) do país.
A reportagem do Página 20 tentou contato com o senador, mas seu celular estava fora da área de serviço.
“Pouca vergonha”
O autor do levantamento, o economista Rafael Dene, definiu como “pouca vergonha” a atitude dos parlamentares acreanos.
“Esse dinheiro todo faz falta para os acreanos. É ridículo ouvir deles que estão trabalhando pelo Acre, pois só o que se vê é politicagem, é o jogo de interesses pessoais. Qual será a desculpa que eles têm para dar aos eleitores do Acre?”, desabafou Dene.
O senador Sérgio Petecão (PSD) e o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) destinaram emendas para o Estado de São Paulo e para o Distrito Federal, distantes do Acre 3.604 e 3.123 quilômetros, respectivamente. Segundo levantamento feito pelo economista Rafael Dene, os dois alocaram para aquelas unidades, desde 2009, quando Petecão ainda era deputado federal, um total de R$ 1,1 milhão.
Flaviano Melo demonstrou interesse, em 2009, até no fomento do turismo da cidade de Rio Claro, no interior paulista, para onde enviou emenda no valor de R$ 100 mil. Nos três anos subsequentes, o parlamentar acreano brindou a saúde paulista com outros R$ 600 mil, num total de R$ 200 mil a cada ano.
Por telefone, Flaviano explicou que o Hospital do Rim, em São Paulo, recebe “muitos conhecidos”, além de ser uma instituição pública e prestar assistência médica gratuita. Mas ele não soube especificar se os conhecidos a quem se referiu são acreanos.
Mui amigos
Para o ano de 2012, o senador Sérgio Petecão reservou emenda individual no valor de R$ 100 mil para apoiar a manutenção de unidades de saúde do Estado de Paulo. Vale ressaltar que o prefeito da capital paulista é Gilberto Kassab, do mesmo partido que o senador acreano.
Desde 2010 Petecão tem presenteado os paulistas e os moradores do Distrito Federal com recursos do Orçamento Geral da União. Neste ano foram duas emendas no valor de R$ 100 mil cada uma, enviadas a São Paulo e ao Distrito Federal. E em 2011 ele destinou outros R$ 100 mil para a saúde paulista.
São Paulo tem 70 deputados federais e três senadores e nenhum deles se preocupou em alocar emendas para o Acre. O Estado também tem o maior PIB (Produto Interno Bruto) do país.
A reportagem do Página 20 tentou contato com o senador, mas seu celular estava fora da área de serviço.
“Pouca vergonha”
O autor do levantamento, o economista Rafael Dene, definiu como “pouca vergonha” a atitude dos parlamentares acreanos.
“Esse dinheiro todo faz falta para os acreanos. É ridículo ouvir deles que estão trabalhando pelo Acre, pois só o que se vê é politicagem, é o jogo de interesses pessoais. Qual será a desculpa que eles têm para dar aos eleitores do Acre?”, desabafou Dene.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
De alma enxuta!
No dia 4 de outubro de 2010 postei esta foto aqui sob o título "De alma lavada!". Quatro meses depois a realidade me aniquilou o sonho. Em 120 dias aprendi sobre o Sr. Marcio Bittar o que não pude perceber durante sete anos de convivência. Empossado, ele mostrou toda a sua arrogância e indiferença para com aqueles que lhe foram leais até o último minuto.
Sete anos de trabalho com o Sr. Bittar me renderam quatro meses em seu gabinete e a constatação de que a presunção solapa muita carreira política; que o egoísmo afasta de nós os mais dedicados; que as melhores lições nem sempre são as mais agradáveis; e que não importa o que nos dão, mas o que fazemos com aquilo que nos é dado.
2011 foi um ano de perfídias, decepções, iniquidades. Mas foi também o ano em que aprendi que a vida compensa, com extrema generosidade, tudo o que nos fazem de mal. E que, no fim das contas, teremos de ser gratos àqueles que, com sua sacanagem, contribuem para que sejamos mais fortes e preparados.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Flor de malva
Era de graça
Era inteiramente seu
Caloroso como abraço
Estava longe
De ser falso
Mas agora se perdeu
Era só seu
E de mais ninguém
E foi de graça
Que você o recebeu
Era como estrela
D’alva
Uma bela
Flor de malva
Que agora feneceu
Era lindo
Como as garças
Útil como a traça
Que devora os papéis
Que ninguém leu
Talvez você não saiba
Mas foi o destino,
Esse cretino,
Quem lhe deu
E que a culpa
É da desgraça,
Mãe de todas as trapaças,
Que mandou
Que fosse seu
Agora não há graça
Em ver que por pirraça
Você mo devolveu
Era de graça
E estava longe
De ser farsa.
Mas agora se perdeu...
Era inteiramente seu
Caloroso como abraço
Estava longe
De ser falso
Mas agora se perdeu
Era só seu
E de mais ninguém
E foi de graça
Que você o recebeu
Era como estrela
D’alva
Uma bela
Flor de malva
Que agora feneceu
Era lindo
Como as garças
Útil como a traça
Que devora os papéis
Que ninguém leu
Talvez você não saiba
Mas foi o destino,
Esse cretino,
Quem lhe deu
E que a culpa
É da desgraça,
Mãe de todas as trapaças,
Que mandou
Que fosse seu
Agora não há graça
Em ver que por pirraça
Você mo devolveu
Era de graça
E estava longe
De ser farsa.
Mas agora se perdeu...
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Um anônimo comenta e eu respondo
Anônimo disse...
"Assim como tudo tem um preço qual é o seu? o Homem que pregava a injustiças por parte do Partido dos Trabalhadores! Agora esta do lado vermelho? Quem diria! Archibaldo não seja hipócrita com você mesmo. Afinal, nunca sabemos o dia de amanhã..." 19 de dezembro de 2011 22:09
Minha resposta:
Meu caríssimo anônimo:
Todas as coisas que escrevi contra os petistas foram devidamente assinadas, porque nunca tive e nem tenho medo de mostrar a minha cara, que já levou muito tapa (no sentido retórico, claro) de vagabundo tanto do governo quanto da oposição. E todas as coisas que tenha que continuar escrevendo sobre eles continuarão devidamente assinadas porque, afinal, hipocrisia é esconder-se por trás do anonimato para fugir às consequências do que se diz.
Não devo satisfação a ninguém sobre minha atuação profissional, a qual por muito tempo devotei a uma corja de canalhas que quando chegam ao poder deixam de ser altruístas e solidários e passam a agir com o maior e mais descarado egoísmo. Mas vou te responder por pura indulgência, ok? O meu preço é o da honra, da dignidade, do profissional que se fez sozinho, estudando e lendo madrugadas inteiras e ralando sob sol e chuva, e que não se deixa mais enganar por larápios, estejam eles na oposição ou no poder. Se quer saber de que lado estou, meu amigo, eu lhe digo: do meu, do lado daqueles que me querem bem e dos que me respeitam pelo valor humano e profissional que tenho.
Quanto aos que permanecem na oposição, achando que os marcios da vida lhes farão justiça, só tenho a dizer que paguei um preço muito alto e que lhes desejo maior sorte que a minha - que, aliás, mudou bastante, graças a Deus.
Feliz Natal para você e sua família (espero que tenha uma, porque até isso eu perdi já faz dois anos).
"Assim como tudo tem um preço qual é o seu? o Homem que pregava a injustiças por parte do Partido dos Trabalhadores! Agora esta do lado vermelho? Quem diria! Archibaldo não seja hipócrita com você mesmo. Afinal, nunca sabemos o dia de amanhã..." 19 de dezembro de 2011 22:09
Minha resposta:
Meu caríssimo anônimo:
Todas as coisas que escrevi contra os petistas foram devidamente assinadas, porque nunca tive e nem tenho medo de mostrar a minha cara, que já levou muito tapa (no sentido retórico, claro) de vagabundo tanto do governo quanto da oposição. E todas as coisas que tenha que continuar escrevendo sobre eles continuarão devidamente assinadas porque, afinal, hipocrisia é esconder-se por trás do anonimato para fugir às consequências do que se diz.
Não devo satisfação a ninguém sobre minha atuação profissional, a qual por muito tempo devotei a uma corja de canalhas que quando chegam ao poder deixam de ser altruístas e solidários e passam a agir com o maior e mais descarado egoísmo. Mas vou te responder por pura indulgência, ok? O meu preço é o da honra, da dignidade, do profissional que se fez sozinho, estudando e lendo madrugadas inteiras e ralando sob sol e chuva, e que não se deixa mais enganar por larápios, estejam eles na oposição ou no poder. Se quer saber de que lado estou, meu amigo, eu lhe digo: do meu, do lado daqueles que me querem bem e dos que me respeitam pelo valor humano e profissional que tenho.
Quanto aos que permanecem na oposição, achando que os marcios da vida lhes farão justiça, só tenho a dizer que paguei um preço muito alto e que lhes desejo maior sorte que a minha - que, aliás, mudou bastante, graças a Deus.
Feliz Natal para você e sua família (espero que tenha uma, porque até isso eu perdi já faz dois anos).
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