sábado, 16 de fevereiro de 2013

O carnaval solitário de um tucano trôpego

Em meio às louvaminhas tucanas em torno do deputado federal Marcio Bittar, em homenagem à sua eleição para a primeira-secretaria da mesa diretora da Câmara dos Deputados, o repórter Jairo Carioca, do site ac24horas, teve a sensibilidade de captar o essencial: o evento de sexta-feira foi mais significativo pelo que não teve. Faltaram na festa tucana o senador Sérgio Petecão (PSD), os deputados federais Gladson Cameli (PP) e Flaviano Melo (PMDB). Sem o trio, a banda tucana desafinou.

Idealizado, claro, pelo próprio deputado federal, o evento teve o errático propósito de ser grandioso. Serviu apenas para revelar a Marcio a própria estatura. Apequenado pelos erros que cometeu ao longo de três desastrosas campanhas majoritárias – e também pelos que continuou a consumar após a última eleição –, ele supôs, mui erroneamente, que uma vitória no plano federal lhe abriria as portas da oposição no Acre. Ledo engano.

A presunção do parlamentar tucano o impede de enxergar o que Ulisses Guimarães chamaria de “o movimento das nuvens”. Outrora vetor da esperança dos que sonhavam com a aglutinação das forças oposicionistas, Marcio Bittar se tornou o maior entrave à consumação desse feito.
      
Se os tempos são outros, o velho Marcio Bittar continua o mesmo, e a festa que deu para si prova o que digo. Os confetes que ele teima em jogar sobre a própria cabeça estão longe de simbolizar a folia do momento. Servem apenas para evocar aquelas figuras trôpegas que se apegam à ilusão de que o Carnaval não acabou.

Falta ao arrogante tucano a humildade necessária para reconhecer a própria decadência. Marcio Bittar malbaratou sua reputação política em promessas nunca cumpridas, em dívidas de campanha não pagas e acordos desfeitos tão logo se viu investido no cargo de deputado federal. Figuras como a de Marcio há aos montes na crônica política brasileira: gente que chegou ao poder pela força da grana e acabou sublimada pela própria estupidez.

Se antes carregava a aura de político moderno e carismático, agora se vê sob a pecha de trapaceiro e falastrão. Não há no Acre uma única pessoa de bom senso que se sente à mesa com Marcio Bittar para costurar acordos sem antes avaliar a fragilidade dos pontos. Isso nos evoca a história do renomado alfaiate que, ao longo do tempo, se vê reduzido à aviltante condição de trapeiro. 

Quem, como eu, conhece Marcio Bittar na intimidade, sabe que por trás do discurso a favor do rigor ético existe um sujeito preocupado em multiplicar seus ganhos com a política. Se assim não fosse, ele continuaria, por exemplo, a pagar do próprio bolso a conta do celular e da internet, coisas que nunca estiveram em seu nome. Bastou eleger-se deputado federal, porém, para transferi-los a si mesmo, já que a regra do reembolso na Câmara permite que continue a usufruir desses serviços empurrando os gastos para a ralé.

A ralé que já deu três mandatos a Marcio Bittar é a mesma que ele tem o desplante de depreciar quando se refugia em Brasília e finge que o Acre não existe. Foi assim ao longo de três eleições majoritárias, após cujas derrotas ele se encastelou em seu elegante apartamento na Capital Federal para esquecer a lealdade dos que o seguiram. E continua assim, agora que é deputado federal, e ao Estado só volta quando obrigam as circunstâncias políticas. 

Por todos os motivos aqui expostos, em nada me impressiona a eleição de Marcio Bittar para a mesa diretora da Câmara. E a razão é muito simples: todo poder dado a ele serve apenas a ele mesmo.

Decididamente, Marcio Bittar teria sido muito mais útil ao Acre se nunca tivesse deixado de fazer parte da bucólica paisagem de sua fazenda em Sena Madureira.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Tião Bocalom dobra patrimônio pessoal em dois anos

A evolução patrimonial dos políticos brasileiros é sempre um tema de grande interesse público. O caso mais notório nestas eleições é do tucano Tião Bocalom, detentor de um patrimônio avaliado em mais R$ 1,14 milhão. Candidato a prefeito de Rio Branco, ele conseguiu ampliar o patrimônio pessoal em 115,16% entre 2010 e 2012.

Segundo registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a evolução da riqueza do tucano foi espantosa para quem, após as eleições, alega ter se dedicado a lecionar em uma escola de ensino médio de Acrelândia para garantir a sobrevivência da família.

Longe de depender do salário de professor de Matemática, Tião Bocalom mostra ter tino para os negócios, sobretudo os imobiliários. Quando candidato a governador do Estado, em 2010, por exemplo, o tucano apresentou declaração de bens à Justiça Eleitoral no valor de R$ 534 mil. Ele afirmava possuir duas colônias rurais no valor total de R$ 350 mil, uma casa em madeira (R$ 80 mil), nove lotes urbanos (R$ 80 mil) e um veículo Renault Clio, ano 2007, avaliado em R$ 24 mil.

Passadas as eleições das quais o petista Tião Viana saiu vitorioso, Bocalom, após um período no estaleiro, voltou ao cenário eleitoral, desta vez como candidato a prefeito da capital. Sua atual declaração patrimonial é digna dos mais bem sucedidos homens de negócios do País, já que apresenta uma evolução de mais de 100% em um período de apenas dois anos. O candidato do PSDB declarou à Justiça Eleitoral possuir bens no valor total de R$ 1.149.000,00.

Explicações do candidato
Contatado pela reportagem do Página 20, Tião Bocalom afirmou, por telefone, que a valorização dos seus bens se deu, em grande parte, pelo loteamento do terreno em que mora em Acrelândia. Ele diz ter feito benefícios na área, como abertura de ruas, água e energia elétrica, o que teria contribuído para elevar o preço dos lotes.

Segundo o candidato tucano, um financiamento feito pelo Banco da Amazônia, no valor de R$ 170 mil, também ajudou a valorizar sua propriedade rural. Bocalom afirma ter investido no sistema de rotação de pastagem, o que elevou o valor da fazenda.

Um dos itens que mais engordou o patrimônio do candidato na última declaração de bens foi o registro de 200 cabeças de gado, num total R$ 200 mil. Os animais não constavam na declaração anterior.
“Nosso negócio é não esconder nada. Nós primamos pela transparência”, concluiu Tião Bocalom.

Fonte: Jornal Página 20.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Poker

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dossiê da discórdia

Leia a íntegra do documento enviado pelo deputado federal Marcio Bittar à executiva nacional do PSDB, ano passado, cuja intenção era defenestrar do partido Tião Bocalom e seus principais apoiadores. Apesar de assinado pelo então presidente do diretório municipal, foi o próprio parlamentar quem ditou o texto.

O poder pelo poder  
Como o PSDB do Acre se transformou em propriedade de um grupo político e os perigos que isso representa. 

Não é de hoje que o PSDB local figura nas manchetes dos jornais como um partido eivado de discórdias e submetido à vontade de meia dúzia de pessoas. Um dos episódios que ilustram essa verdade foi a tentativa de expulsão de dois deputados estaduais, momento em que as entranhas tucanas e as razões financeiras da altercação acabaram expostas pela mídia.

Se por um lado os deputados Donald Fernandes e Luis Gonzaga não contribuíam segundo as regras estatutárias, por outro ficou evidenciado que o motivo do descontentamento da direção estadual era o desejo não atendido de indicar nomes para os cargos de liderança do PSDB na Assembleia. E se esta acusava os parlamentares de não ajudar financeiramente a campanha à prefeitura em 2008, esquecia de cobrar do vice de Bocalom, o então deputado N. Lima (DEM), que deixasse de anabolizar a candidatura do vereador Juracy Nogueira (PP), coligado com o PT.

Levado o caso da expulsão dos parlamentares ao conhecimento da Direção Nacional do PSDB, esta orientou que as partes transigissem, e o processo fosse extinto. Mas a direção regional ignorou a recomendação, seguiu com o processo e acabou derrotada em reunião convocada para expulsar os deputados.

As coligações do PSDB no Acre revelam os métodos autoritários da direção regional

Sob o pretexto de que apenas as eleições majoritárias interessam ao projeto político da oposição, o partido tem negligenciado a formação de chapas capazes de construir bancadas fortes nos parlamentos locais. Isso ocorreu nas três últimas eleições.

Os prejuízos advindos dessa concepção são evidentes. Em 2006, por exemplo, a candidatura ao governo de última hora obrigou a apresentação de uma chapa fantasiosa contendo nomes desconhecidos ou sem confirmação. Um dos resultados da composição raquítica foi a derrota, para deputada federal, da ex-prefeita do terceiro maior município do Estado, não obstante sua votação extraordinária. Toinha Vieira obteve votos suficientes para se eleger, mas acabou prejudicada pela legenda.

Em 2008, o PSDB voltou a mostrar debilidade ao eleger apenas um vereador na capital. E a falta de interesse em fortalecer o partido ficou ainda mais clara nas eleições de 2010, quando a direção regional optou pela pior aliança que podia ser feita. O PSL possuía três candidatos, dois dos quais deputados. Com isso o PSDB correu o risco de perder a representatividade do partido na Assembleia Legislativa.

Não fosse a força do nome de um candidato a deputado federal que obteve a segunda maior votação proporcional do Brasil, o PSDB continuaria sem eleger um único representante para a Câmara Federal.

Há outros aspectos dessa questão que também precisam ser explicitados. Um deles é o esforço visível do comando de campanha do PSDB para que Marcio Bittar não fosse o deputado federal mais votado da oposição, inclusive com o lançamento da esposa de Bocalom como candidata ao mesmo cargo. Ao final do pleito, ante a possibilidade de que Flaviano Melo (PMDB) poderia assumir a dianteira, ele se viu favorecido pelo comando da coligação.

No mais, a aliança na proporcional com o PMDB foi desnecessária e contrária ao desejo dos candidatos do partido. Fosse respeitada a vontade da maioria quanto à chapa própria para o PSDB, o partido contaria hoje com dois deputados federais.

De tudo isso fica a impressão de que não há interesse de criar novas lideranças ou fortalecer as já existentes a ponto de ameaçar o poder do grupo que domina o partido. Ressalve-se que em nenhum desses momentos jamais o diretório regional foi chamado para deliberar.  

As eleições para o Senado em 2010
A direção nacional manifestou o desejo de ter um senador eleito pelo Acre, e os porta-vozes desse anseio foram a senadora Marisa Serrano, o presidente da sigla, Sérgio Guerra, e o deputado federal Rodrigo de Castro, entre outros. O PSDB então fez no Estado uma pesquisa para saber quem estaria em condições de concorrer à vaga, e o nome de Marcio Bittar liderava, pela oposição, as intenções de voto. Mais uma vez, porém, Tião Bocalom, em nova afronta à direção nacional, fez uma reunião da qual participaram cinco pessoas. E elas chegaram a duas conclusões: 1ª) excluiriam o nome de Bittar do processo, e 2ª) indicariam Normando Sales para a missão. Na época, Sales dizia possuir seis milhões de reais para gastar na campanha, o que mais tarde se configuraria em mais uma de suas inúmeras fraudes. Nas prévias, Normando Sales acabou derrotado, cabendo a indicação ao ex-deputado federal Sérgio Barros. Emocionado, Sales lhe declarou apoio “incondicional”.

Duas semanas depois, em entrevista a uma emissora local, Normando Sales dizia que seu candidato ao Senado era Sérgio Petecão, do PMN, escolha respaldada pelos demais membros da executiva estadual. A razão dessa mudança seria explicada pelo próprio Sérgio Barros, segundo o qual Sales, acompanhado por Bocalom, o havia procurado para pedir dinheiro, supostamente para saldar dívidas da pré-campanha.

No final das contas, a executiva estadual jogou no lixo a possibilidade de ter um senador da República, optando por um candidato de quem se suspeitava que só seria aliado se José Serra ganhasse as eleições. Hoje, o senador Sérgio Petecão, do PMN, integra o bloco de apoio de Dilma após compor com o PMDB de Renan Calheiros e José Sarney – seus mais novos amigos no Senado Federal. Tudo isso com a complacência da direção regional tucana, cujos membros se beneficiam do mandato de Petecão. Essa situação acaba por subordinar o projeto político do PSDB para 2014 ao desejo pessoal do senador.  

Os perigos que rondam a eleição majoritária do PSDB pelas pessoas que influenciam as decisões da executiva regional 
Normando Sales é um sujeito conhecido no Acre não pelos méritos pessoais, mas pelas máculas auto-impingidas por sua conduta política. Em 2008, nas eleições de Feijó, enquanto todos se sacrificavam e a liderança nacional tucana fazia o possível para ajudar a tocar uma campanha modesta, ele foi acusado de sumir com dinheiro da coligação. Em 2010, o filho dele desfilava com o adesivo de um candidato a deputado federal do PT no carro – prova de que Sales, que representaria o PSDB na campanha ao Senado, não lidera sequer a família.

O prefeito de Feijó, Dindin, não esconde de ninguém que ele e Paulo Ximenes (outro aliado de Tião Bocalom) tentaram por diversas vezes achacar os cofres da prefeitura. O prefeito James Gomes, do PSDB de Senador Guiomard, dá depoimento parecido sobre os dois.

Ximenes trocou a oposição pelo PTB da base governista, tendo se ligado umbilicalmente a um candidato a deputado federal do PT. Participou ativamente da campanha de Tião Viana ao governo. Prossegue prestando serviços ao Estado. Lançou-se pré-candidato a prefeito de Tarauacá pelo PTB. E ainda assim tem livre acesso às informações do PSDB e à estrutura do partido, como computadores e telefone.

Frank Lima, o terceiro nome da confiança de Tião Bocalom e secretário-geral da executiva estadual, em plena campanha ao governo foi envolvido em escândalos de desvio de recursos da Adesg (Associação Desportiva de Senador Guiomard), fato amplamente explorado pela imprensa do Estado. Contra ele pesam ainda denúncias de que usa a sede do partido, no centro da Capital, como pousada e local para manter encontros amorosos.

Só têm acesso à prestação de contas da executiva regional os filiados que recorrem ao TRE. E o PSDB perdeu o tempo de televisão de 2011 porque seus dirigentes, aboletados há tantos anos nos cargos de direção, esqueceram de requisitá-lo.

Com a aproximação de mais uma eleição, recrudesce o clima de disputa e os sinais de desentendimento. Passa-se a ideia de que se vencer a chapa encabeçada pelo deputado Major Rocha, Bocalom será o candidato a prefeito; se vencermos nós, o candidato será Marcio Bittar.

Vale ressaltar, porém, que o atual diretório municipal continua abertamente favorável ao nome de Marcio Bittar para concorrer à Prefeitura de Rio Branco, como ficou acertado quando formulou o pedido para que ele integrasse o partido. E o que deveria ser uma recondução natural ao comando do diretório se transformou em atmosfera de beligerância com a troca de denúncias. Entre elas estão a fabricação de filiações de última hora, o sumiço de fichas de filiados decanos, e até a “distribuição” de cargos num futuro governo de Tião Bocalom (que tenta na justiça cassar o governador eleito do PT).

Não bastassem esses constrangimentos, o candidato escolhido por Tião Bocalom é deputado, líder do partido na Assembleia e membro da executiva regional, o que o incapacitaria para dirigir o diretório municipal.

E para “coroar” tudo isso, o diretório regional baixou uma resolução segundo a qual não poderiam votar os filiados que não figurassem numa lista enviada ao TRE, de onde foram suprimidos diversos nomes simpáticos a Marcio Bittar. Isso significa, por exemplo, cassar o direito dos que se filiaram no fim do ano passado, fato que recebeu ampla cobertura da imprensa local. E contraria deliberação do diretório municipal, cujo entendimento é de que todos os filiados há mais de um mês podem participar da escolha da chapa.

Considerações finais sobre o papel da Executiva Nacional do PSDB nesse imbróglio
Descrita em detalhes a conjuntura tumultuada em que se encontra o PSDB do Acre, se faz necessário acrescentar que a imprensa divulga a inclinação de Tião Bocalom de deixar o partido caso não se concretize a sua candidatura a prefeito. Ele já decidiu o que quer, independente do partido ao qual tenha que se filiar.

De um lado da disputa está alguém, portanto, que demonstra indisposição para acatar qualquer determinação contrária aos seus anseios; um ex-candidato a governador que tirou 49% dos votos na última eleição e conta com o apoio de um deputado estadual do partido. Do outro está Marcio Bittar, o primeiro deputado federal eleito pelo PSDB local e o mais votado do partido em todo o país em números proporcionais; que conta com o apoio da deputada Toinha Vieira, dos prefeitos do partido, do único vereador da capital e do primeiro suplente deste, além dos suplentes de deputado estadual da sigla e do ex-deputado federal Sérgio Barros. Marcio é também o único cuja provável candidatura a prefeito foi previamente chancelada pelas executivas estadual e municipal do DEM e do PPS.  

O socorro da executiva nacional tucana é inevitável nesse caso e o julgamento final caberá aos seus membros. 
Marcio Bittar tem defendido publicamente o diálogo e o entendimento. E ainda que ele entenda que na vida partidária se deve prescindir do uso da força política, está convencido de que neste caso a natureza da democracia requer decisões urgentes e enérgicas. Para que os tucanos não tenham que sangrar com as vísceras expostas, o caminho é a arbitragem imediata em favor de uma solução definitiva.

E em que pese o desejo manifesto ao longo dos anos de fazer-se prefeito da capital, Marcio Bittar coloca-se às ordens da executiva nacional tucana e antecipa o propósito, desde que sob condições razoáveis, de acatar-lhe as determinações. Rio Branco, 21 de março de 2011.  

Dr. José Wilson Mendes Leão 
Presidente do diretório municipal do PSDB de Rio Branco

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Documento comprova que Bittar recorreu à executiva nacional do PSDB contra pré-candidatura de Bocalom

Do jornal Página 20


Documento oficial obtido com exclusividade pelo jornal Página 20 prova que Marcio Bittar já apelou à executiva nacional do PSDB, em março de 2011, na tentativa de uma arbitragem favorável em disputa de poder contra Tião Bocalom. O conteúdo explicita o que pensa o deputado federal sobre Bocalom, acusa ainda os aliados deste último de extorsão a prefeituras tucanas, sustenta que o processo de eleição da executiva municipal foi eivado de irregularidades, aponta suspeita sobre a prestação de contas do partido e revela até mesmo que um dos membros da executiva estadual usava a sede do partido para encontros amorosos.

Assinado pelo então presidente do diretório municipal da sigla, José Wilson Mendes Leão, mas ditado pelo próprio deputado federal Marcio Bittar, o texto endereçado à executiva nacional deixa clara a intenção de expurgar Tião Bocalom e sua trupe do ninho tucano.

Com o título “O poder pelo poder”, o documento detalha os meandros de uma sigla marcada pela discórdia e sucessivas tentativas de golpe. Logo na primeira frase fica clara a intenção de Bittar em enodoar a imagem do desafeto Tião Bocalom: “Não é de hoje que o PSDB local figura nas manchetes dos jornais como um partido eivado de discórdias e submetido à vontade de meia dúzia de pessoas”.
O parágrafo mais cáustico do texto é reservado ao braço direito de Bocalom: “Normando Sales é um sujeito conhecido no Acre não pelos méritos pessoais, mas pelas máculas autoimpingidas por sua conduta política. Em 2008, nas eleições de Feijó, enquanto todos se sacrificavam e a liderança nacional tucana fazia o possível para ajudar a tocar uma campanha modesta, ele foi acusado de sumir com dinheiro da coligação”, diz.

Prossegue o documento: “Dindim [atual prefeito de Feijó] não esconde de ninguém que ele [Noermando Sales] e Paulo Ximenes (outro aliado de Tião Bocalom) tentaram por diversas vezes achacar os cofres da prefeitura. O prefeito James Gomes, do PSDB de Senador Guiomard, dá depoimento parecido sobre os dois”.

Frank Lima, outro fiel escudeiro de Tião Bocalom, é descrito da seguinte forma pelo deputado federal: “... em plena campanha ao governo foi envolvido em escândalos de desvio de recursos da Adesg (Associação Desportiva de Senador Guiomard), fato amplamente explorado pela imprensa do Estado. Contra ele pesam ainda denúncias de que usa a sede do partido, no centro da Capital, como pousada e local para manter encontros amorosos”.

O deputado estadual Wherles Rocha também não escapa: “Não bastassem esses constrangimentos, o candidato escolhido [para concorrer à executiva municipal do PSDB] por Tião Bocalom é deputado, líder do partido na Assembleia e membro da executiva regional, o que o incapacitaria para dirigir o diretório municipal”, informa o documento.

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Da coluna Poronga

Protesto
Um grupo de médicos organizou no Facebook uma campanha para protestar contra a secretária de Estado de Saúde, Suely Melo.

Em tom descontraído
Tudo porque no dia 21 de janeiro, no programa Tribuna Livre, da TV Rio Branco, Suely sugeriu, em tom bem humorado e descontraído, que o dinheiro e o status movem parte da categoria.

Meia dúzia
Bastou isso para que a secretária fosse execrada por meia dúzia de oportunistas, cujas razões políticas são mais do que óbvias.

Manobra
Para arregimentar cúmplices, o pessoal que se espevitou com a secretária de Estado de Saúde, Suely Melo, tratou de descontextualizar sua declaração, para torná-la um libelo contra a classe inteira.

Deletados do baile
A coisa é tão dirigida pelo Sindmed, responsável pelo alarido na rede social, que comentários contrários à iniciativa tratam logo de ser apagados.

Dois pesos
É uma questão até hilariante: o pessoal que exerce o direito de protestar acaba por censurar as opiniões contraditórias.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Denúncia aponta descaso com escolas da zona rural de Cruzeiro do Sul


A desativação da escola Sidney Vilela (foto), na comunidade Baturité, no Alto Lagoinha, a cinco horas de barco de Cruzeiro do Sul, divide opiniões. O autor da denúncia, o economista Rafael Dene, esteve no local e diz ter conversado com membros da comunidade, que imploram pela reabertura da unidade de ensino. Já o secretário de Educação do município, Ivo Galvão, afirmou que a escola foi fechada pelo fato de no local haver apenas quatro crianças em idade escolar.

Rafael Dene conta ter encontrado 16 alunos que precisam caminhar por dentro da mata durante três horas para frequentar aulas na comunidade Barro Alto. Outro problema, segundo ele, é que na prefeitura há documento em que consta a existência de professor lecionando na escola fechada.

Além disso, os 16 alunos que precisam caminhar até três horas para ter aula nem sempre recebem merenda, afirma. Dene refez, junto com as crianças, a caminhada de três horas por dentro da floresta. “Voltei pra cidade com bolhas nos pés”, diz. “Os alunos também declaram que na escola Airton Senna quase não houve merenda no ano passado”, conta Dene.

Tudo junto e misturado
Segundo Rafael Dene, a falta de escolas e professores tem obrigado que crianças de 1ª a 4ª série se juntem numa única sala, para assistir às aulas dadas por um único professor – isso quando ele aparece para cumprir as obrigações.

O garoto Ismael, de 10 anos, devido a esse problema, ainda não aprendeu a ler, e sequer sabe escrever o próprio nome. O fato é confirmado pelo produtor rural Raimundo Virgínio de Souza, 62 anos. Outras escolas, segundo Dene, passam pelo mesmo problema de falta de professores: a Raimunda e Castro Lebre, localizada na BR-364, Ramal do Zacarias, e a escola Padre Manoel da Nóbrega I, na comunidade Mundo Novo. Esta última ainda tem o agravante de estar em péssimas condições estruturais e com problema de oferta e merenda, de acordo com Dene.

O economista também questiona a construção da escola Airton Senna da Silva, no valor de R$ 70 mil. Para ele, o gasto não condiz com a simplicidade de sua estrutura.

Dene ressaltou ainda que os moradores imploram pela reabertura da escola fechada pelo prefeito Vagner Sales (PMDB).

Outro lado
O secretário de Educação de Cruzeiro do Sul, Ivo Galvão, confirmou o fechamento da escola há dois anos. Mas desmentiu a existência de 16 crianças em idade escolar na comunidade Baturité. “A comunidade é dispersa, só há quatro crianças lá em idade escolar e nenhum sistema de ensino no mundo admite manter uma escola funcionamento para apenas quatro alunos”, assegurou, admitindo, porém, que eles estão sem estudar devido o fechamento da escola.

Galvão assegurou à reportagem do Página 20 que em todas as escolas da zona rural sobrou merenda em 2011. “Gastamos quase o dobro do que é repassado pelo FNDE [Fundo Nacional de Alimentação Escolar], de 30 centavos ao dia por aluno”, argumentou.

Ele também refutou a suspeita de superfaturamento da escola Airton Senna. E disse que a construção seguiu os padrões técnicos ditados pelos engenheiros e que a prefeitura não teme qualquer investigação nos contratos com as empresas vencedoras das licitações.

Sobre a falta de professores para trabalhar na comunidade Baturité, Ivo Galvão afirmou que nenhum dos professores concursados aceitou trabalhar no local. E ironizou o denunciante, dizendo que se Rafael Dene quiser lecionar lá, a prefeitura lhe arranjaria um contrato.

O secretário disse ainda que a prefeitura mantém 54 barqueiros para transporte de alunos na zona rural.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aviso aos navegantes

Alguns desmiolados vez por outra entram aqui para vociferar contra opiniões, notícias ou pessoas retratadas nos textos. Covardes, não assinam o que escrevem. Encobertos pelo anonimato, encorajam-se a distribuir bofetes, quase sempre terminando por punir a indefesa língua portuguesa.

Mas um aviso aos navegantes que o mar da indiferença há de engolir: o destino de seus desairosos comentários é a lata do lixo. Assim, caso os queiram ver publicados, recomendo que assinem embaixo - e preparem a fuça para o revide.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Diretor do Depasa denuncia tentativa de violação de domicílio

Um homem com uma filmadora tentou entrar na casa de Gildo Cesar para filmar obra

O diretor-presidente do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), Gildo Cesar Rocha, registrou ontem boletim de ocorrência no Departamento de Inteligência de Polícia Civil (DIPC) por violação de domicílio. A polícia vai apurar os fatos e já sabe que o homem com uma filmadora que tentou entrar na residência do diretor do Depasa estava em um carro que pertence ao agente penitenciário Joabe Lira de Queiroz, presidente da juventude estadual do PSDB.

Segundo o denunciante, por volta das 10 horas de sexta-feira a sogra, Almira Lopes das Neves, que mora com ele, atendeu a um homem que portava uma câmera filmadora. Ele se dizia funcionário da TV Rio Branco e queria entrar no imóvel, no bairro Bosque, para filmar as obras que estão sendo realizadas no local. Impedido por Almira, o sujeito tentou entrar no quintal da residência de Gildo Cesar pela casa do vizinho, mas também foi contido pelo pedreiro José Hildo Chagas Portela.

Em seguida, o suposto cinegrafista do SBT entrou em um FOX estacionado nas proximidades. A placa do veículo, MZS 7569, foi anotada e se descobriu que o proprietário é Joabe Lira de Queiroz, ligado ao PSDB Jovem do Acre.

A direção da TV Rio Branco negou que algum de seus cinegrafistas fora encarregado de fazer imagens da casa do diretor-presidente do Depasa.

Apuração

A polícia informou a Gildo Cesar que Joabe será intimado a prestar esclarecimentos. Ele terá de explicar por que seu carro transportava alguém que possivelmente usou de falsidade ideológica para registrar imagens da residência do diretor do Depasa. O delegado encarregado do caso também vai apurar se era o próprio Joabe Lira quem estava ao volante naquele momento.

“Quero saber o que essas pessoas queriam filmar na minha residência. O processo eleitoral nem começou e um fato preocupante, com evidente cunho político, precisa ser apurado pela polícia”, disse Gildo Cesar logo depois de ter saído da delegacia.

Pensamento do dia

Pessoas dissimuladas, levianas e ingratas fazem parte de minhas frustrações apenas quando devotei a elas o melhor de mim. Porém, nada no mundo fantástico do sensível se perde para quem doa - apenas para os que nunca aprenderão a receber.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Flaviano Melo lidera gastos na Câmara Federal

Tucano Marcio Bittar apresentou as maiores despesas com divulgação (R$ 105.730,67) e consultoria (R$ 97 mil)

Levantamento feito pelo site UOL revela que Flaviano Melo (PMDB) é o recordista de gastos entre os oito deputados federais acreanos neste primeiro ano legislativo. Ele foi reembolsado em R$ 336.380,93, entre fevereiro e dezembro de 2011, por despesas com passagens aéreas, telefonia, serviços postais, consultoria, manutenção de escritório e combustíveis, entre outros.

Taumaturgo Lima (PT) é o vice-líder no rol dos gastadores, com direito a reembolso de R$ 320.871,57. Em seguida aparece a deputada Antônia Lúcia (PSC), com gastos que somam R$ 318.808,19, e em quarto, coladinho nela, Marcio Bittar (PSDB), cujos gastos somaram R$ 317.456,37.

Um detalhe que chama a atenção no caso do parlamentar tucano, porém, são as despesas com divulgação e consultoria, nos quais ele foi o campeão. Marcio torrou R$ 105 mil em divulgação e exatos R$ 97 mil em consultoria. Neste último item, Gladson Cameli (PP), o sexto da lista, e Sibá Machado (PT), o sétimo, não apresentaram gastos.

No item telefonia, a deputada federal Perpétua Almeida, do PCdoB, liderou a lista de gastadores, com direito a ressarcimento de R$ 75.262,17. Em seguida aparece Gladson Cameli (R$ 45.295,47), Flaviano Melo (R$ 41.442,56), e Marcio Bittar (R$ 33.688,03). O que menos gastou em telefonemas foi o petista Taumaturgo Lima (R$ 15.914,79).

Ressalte-se que o quarto colocado no rol dos que mais gostam de falar ao telefone – o deputado Marcio Bittar – até o fim do ano passado possuía celular e internet em nome de terceiros. Ao guindar-se à Câmara Federal, ele teve o cuidado de transferir esses serviços para o próprio nome, pois assim pôde exigir o reembolso dos gastos.

Números
Segundo o UOL, os reembolsos ainda devem aumentar porque os deputados têm até três meses depois da emissão da nota para informar despesas. Março é prazo final para as atualizações dos gastos dos parlamentares federais.

Os 513 deputados brasileiros custaram ao país 135,4 milhões, o que corresponde ao pagamento de 193 mil benefícios básicos do programa Bolsa Família, fixados em R$ 70. Esse valor não inclui os salários, de R$ 26,7 mil.

Os mais de R$ 2,33 milhões que custaram os deputados acreanos ao contribuinte seriam suficientes pagar remunerar 3.751 trabalhadores brasileiros que receberão o novo mínimo de R$ 622 a partir do dia 1° de fevereiro ou pagar o Bolsa Família a mais de 33 mil beneficiários do programa.

Reembolso a deputados federais e uma lembrança do Sr. Marcio Bittar

Do Site UOL

A Câmara dos Deputados usou R$ 135,4 milhões para reembolsar os políticos por despesas de mandato de fevereiro a dezembro de 2011. O levantamento feito pelo UOL tem base em informações da cota de atividade parlamentar fornecidas desde o início da atual legislatura. Esse valor equivale a pouco mais de 193 mil benefícios básicos do programa Bolsa Família, fixados em R$ 70.

A cota parlamentar não inclui o salário mensal de R$ 26,7 mil. Os reembolsos ainda devem aumentar porque os deputados têm até três meses após a emissão da nota fiscal para informarem os gastos –e pode haver atualizações até março. O levantamento do UOL usou informações disponíveis no site da Câmara até 9 de janeiro de 2012.

Íntegra aqui.

Meu comentário: A matéria me fez lembrar o deputado Marcio Bittar (PSDB), que nas campanhas de 2004, 2006 e 2010 nunca teve telefone (fixo ou móvel) e internet em seu nome. Bastou, porém, eleger-se deputado federal que providenciou a transferência sob a única razão de que os seus gastos pessoais são custeados pelo contribuinte, em forma de reembolso. E foi como ouvir um insulto pessoal no dia em que ele combinava a manobra com a mulher, Marcia Bittar, e esta perguntou se os gastos com o celular dela também poderiam ser ressarcidos pela Câmara.

Ministério Público propõe ação contra Major Rocha e Sargento Vieira por improbidade administrativa

O Ministério Público do Estado (MPE) propôs ação civil por improbidade administrativa contra o deputado Major Wherles Rocha (PSDB) e o vereador Sargento Vieira (PPS). Os dois são acusados pelos promotores do MPE de simular o aluguel de um veículo para justificar o uso da verba de gabinete à qual os 14 vereadores da capital têm direito, no valor de R$ 15 mil mensais cada um.

Segundo o órgão, a caminhonete L200, Mitsubishi, cor branca e placa MZY 2310, supostamente de propriedade do deputado Wherles Rocha, foi alugada por R$ 2 mil por mês para prestar serviços ao gabinete do sargento e vereador Francisco Alves Vieira. Só que o veículo ficava à disposição da Associação dos Militares do Acre (AME), cujo então presidente era Natalício Braga.

“Ocorre que o mencionado veículo nunca realizou os serviços para os quais fora ‘ficticiamente’ locado”, sustenta a ação. O real proprietário da caminhonete era a AME, e os promotores constataram que ela circulava com identificação da entidade.

O MPE afirma ainda que a locação do veículo pelo vereador foi uma forma de “promover o enriquecimento ilícito” do deputado Major Rocha. A transação se estendeu por um período de dez meses, entre março e dezembro de 2009. O órgão apurou também que a caminhonete era constantemente abastecida no Auto Posto Rio Branco, de propriedade de um tio do parlamentar estadual.

Para os promotores públicos, a transação foi ilegal e feita “somente com o fito de malbaratar o erário público e promover o enriquecimento sem causa” do deputado tucano. Eles pedem que Rocha e Vieira sejam responsabilizados por conduta desonesta.

Notas fiscais e inverdades

Nas notas fiscais fornecidas pelo vereador, o órgão constatou o que denominou “erro de digitação ou tentativa de ludibriar os promotores”, já que em cinco delas o número da placa do veículo não correspondia à da caminhonete. Em algumas delas estava grafado “NAB 2110” e em outra apenas “NAB 231”.

O MPE assegura ainda que Wherles Rocha tinha conhecimento da fraude e contribuiu com ela. “Dessa forma, [Wherles Rocha] atestou inverdades, uma vez que seria impossível a este acordar prestação de serviços de locação com veículo que não estava em sua posse e que, portanto, não poderia dele dispor”, afirma o texto do MPE.

Pedido de punição

Se acatada pela Justiça a ação do MPE, o vereador Sargento Vieira e o deputado Major Rocha terão de devolver aos cofres públicos os R$ 20 mil “ilicitamente acrescidos” aos patrimônios pessoais, além de pagamento de multa estipulada em três vezes o valor do prejuízo causado. O MPE também quer a suspensão dos direitos políticos dos parlamentares por no mínimo oito anos.

Ambos também estarão proibidos de contratar com o Poder Público ou receber “benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios”, direta ou indiretamente.

A reportagem do Página 20 tentou ontem à tarde contato com o deputado tucano pelo celular 81*2-1**3, mas as ligações caíam na caixa de mensagem. O vereador Sargento Vieira também não foi localizado para dar sua versão sobre os fatos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sim, agora eu te conheço, Marcio!

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Gosto principalmente do final, quando ele fala em "coração de verdade"!