quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A comunista, duas passagens de ônibus e um bombom de cupuaçu



Com a ajuda da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), a Câmara dos Deputados rejeitou o aumento do salário mínimo de R$ 540 para R$ 560 ou R$ 600. Seguindo a orientação do governo, a comunista cravou o voto pelo "não" e ajudou a emplacar um reajuste de cinco reais na carteira do trabalhador.

Ontem ela adoçou a boca dos colegas que endossaram o aumento mínimo do salário. Foi flagrada distribuindo bombons de cupuaçu aos demais parlamentares.

Semana passada, Perpétua Almeida defendeu o reajuste de 27% na tarifa do transporte público, que saltou de R$ 1,90 para 2,40 na capital acreana. Ela mesma, dia desses, aventurou-se em um passeio de ônibus.

Perpétua sabe que os cinco reais de reajuste do salário do trabalhador pagarão duas passagens de ônibus em Rio Branco. E que o troco, quando houver, não será suficiente sequer para comprar um bombom.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aníbal "paparazzo" Diniz

Leio no site da Contilnet que o senador sem votos Aníbal Diniz (PT) deu uma de paparazzo nesta quarta-feira. Enquanto Jorge Viana discursava, Aníbal levantou-se da poltrona para tirar fotografias do colega.

Aníbal não é fotógrafo, copeiro ou engraxate. Mas não vou me admirar se qualquer dia desses ele for flagrado servindo cafezinho ou lustrando os sapatos do chefe.

Retrato da desfaçatez

Fidel Castro reapareceu, e para minha tristeza, não ainda como a grande assombração do regime caduco que impera em Cuba desde 1959. Em um encontro com intelectuais cubanos e estrangeiros, ele apelou para que o grupo "salve" a espécie humana. Do ex-ditador do Egito Hosni Mubarak, disse tratar-se de um grande estrategista “para esconder dinheiro enquanto 80% dos egípcios vivem na pobreza”.

Que o povo cubano vive na miséria todos sabemos. Mas se em Cuba nunca se escondeu dinheiro público, não seria pelo caráter incorruptível dos membros do Partido – mas porque as riquezas deixaram de existir num regime solapado pelas ideias retógradas dos que conduzem uma máquina repressiva destinada a moer adversários.

Fidel citou Hosni Mubarak por ironia, como se quisesse estabelecer diferenças de método entre os que alcançam o poder e são longevos, e os que se eternizam nele. Mas a diferença crucial entre um e outro é que nas ruas cubanas não há turbas de egípcios a tumultuar a vida das múmias comunistas.

O pior de tudo é que Fidel Castro deu agora para apelar à necessidade de salvação da humanidade. É como se um sujeito que pôs fogo na própria casa, com a mulher e os filhos dentro, passasse a fazer discurso contra a piromania de Nero.

E ainda tem gente que cultua esse celerado.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O coleguismo de Marta Suplicy - agora em vídeo

O vídeo deste post mostra o quiprocó entre os senadores Mário Couto (PSDB-BA) e Marta Suplicy (PT-SP) após pronunciamento de 30 minutos de Jorge Viana na tribuna do Senado Federal.

Assista ao entrevero e veja como Marta não apenas ignora o regimento interno da Casa, mas reage com a típica PTulância dos companheiros no poder.

Sob as bênçãos de Marta

O companheiro Jorge Viana falou trinta minutos da tribuna do Senado Federal nesta terça-feira, ao contrário dos dez minutos regimentais a que tinha direito. Marta Suplicy, que estava no comando da mesa diretora, não cortou a palavra do colega, sob o argumento de que se tratava de um discurso de estreia, conforme narrado por Reinaldo Azevedo (link aí ao lado).

Reinaldo chamou Jorge de Tião Viana, o único equívoco do seu artigo contra a sanha autoritária de uma legítima representante do que se tornou o Partido dos Trabalhadores no poder.

Obrigado, prefeito Angelim!

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Rio Branco mandou publicar release nos jornais sobre o aumento da tarifa do transporte público. Como aconteceu no início do primeiro mandato de Raimundo Angelim (PT), a linha de raciocínio do texto oficial segue a lógica sofística de quem acha que a ingenuidade alheia não tem o bom senso como limite. A alegação de que Angelim contrariou a aprovação do Conselho Municipal de Transporte (CMT) para uma tarifa de R$ 2,65, mandando refazer os cálculos e decidindo pelo valor de R$ 2,40 - como se fosse um heroi em meio à tunga -, é de irar até mesmo um monge capuchinho.

E a lengalenga de que hoje o trabalhador compromete 20,7% da renda salarial mínima com transporte, ao invés dos 27,1% do início da gestão de Angelim, não vai comover quem precisa desembolsar R$ 105 por mês para andar em veículos escassos e recauchutados.

Ah, e esqueceram de dizer no texto que o aumento médio da tarifa nas capitais do país foi de 5,52%, contra os quase 27% de Rio Branco.

Ainda assim eles querem nos convencer de sua benignidade. O problema é que o saco de bondades dos petralhas sempre nos reserva algum insuportável malefício.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bocalom, um "socialista democrático"

Os jornais locais receberam hoje release da assessoria de imprensa do PSDB sobre visita, na sexta-feira (11), de Tião Bocalom ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O escriba tucano errou três vezes o sobrenome do governador paulista, ao grafar Alkmin e não Alckmin. Além disso, ignora que PSDB é a sigla para Partido da Social Democracia Brasileira e não Partido Socialista Democrático Brasileiro, conforme inventou no texto.

Não se trata de um erro qualquer. Socialismo e Social Democracia são conceitos muito distintos. E o assessor de imprensa de um partido social democrata tem obrigação de não errar esse tipo de informação. Pois quando o faz, passa ao eleitor a impressão de que o político que assessora é tão despreparado quanto sua assessoria.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Fora da área de serviço

Afazeres profissionais me deixaram "fora da área de serviço" deste blog por esses dias. Neste final de semana também estarei longe daqui. Voltarei no domingo, plenamente revigorado. E prometo me dedicar mais ao blog a partir da segunda-feira. Este, afinal, será um ano de grandes emoções para todos nós.

Até a volta.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Carranca não é seriedade



Trabalhei com Aníbal Diniz na Secretaria de Comunicação do governo estadual, no tempo em que ele nem sequer imaginava que um dia iria se orgulhar de carregar no bolso do paletó uma carteirinha de senador. Os tempos mudam, e algumas pessoas mais do que os tempos.

No caso de Aníbal Diniz, a mudança se deu no rosto, que antes se iluminava com largos sorrisos e agora se fecha em esgares com pretensões filosóficas. Faz tempo que não vejo o novo senador do PT em solenidade do governo que não seja com a cara amarrada em direção às câmeras fotográficas.

Alguém precisa avisá-lo que seriedade não é sinônimo de cara feia. E que a virtude não é prerrogativa dos que se acostumaram a afetar gravidade sempre que estão em público.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Primeira venda

Uma boa alma comprou nesta quinta um exemplar do meu romance Amazônia dos brabos. Ao generoso internauta e leitor os meus sinceros agradecimentos.

Para adquirir o livro (impresso ou em forma de ebook) é só clicar aqui.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Na rede mundial

Amazônia dos brabos, meu primeiro romance, já pode ser comprado pela internet. A iniciativa atende a pedidos de vários conhecidos, para os quais não foi possível reservar um único exemplar dos cinco mil distribuídos gratuitamente pela equipe de gabinete do ex-senador Geraldinho Mesquita.

O livro conta a saga de João Gabriel de Carvalho e Melo, cearense de Uruburetama, que trocou a vegetação retorcida das caatingas pela vida na floresta Amazônica. Narra ainda as peripécias de Luiz Galvez, o espanhol conquistador que criou uma República Independente no meio do nada, além das proezas militares do coronel José Plácido de Castro.

O Clube de Autores, responsável pela comercialização da obra, publica seus livros sob demanda. De minha parte, a iniciativa não visa apenas o lucro financeiro, já que terei direito a R$ 4,50 sobre o valor de cada venda. Move-me, mais do que isso, o desejo de divulgar ao maior número de pessoas possíveis a história dos que fizeram do Acre um pedaço nobre do Brasil.

A foto da capa me foi gentilmente cedida pelo fotógrafo Dhárcules Pinheiro.

Para adquirir o livro clique aqui.

O poder errático da maledicência

Dulcinéia Azevedo é mais que uma jornalista competente que tem colocado a autonomia profissional acima das questões financeiras - trata-se de uma amiga a quem aprendi a respeitar e querer bem. Foi protagonizada por ela a primeira baixa na Secretaria de Comunicação do governo de Tião Viana, após duas semanas num cargo bem remunerado. Ao pedir para ser exonerada, Dulcinéia saiu pela porta da frente maior do que entrara, a convite do próprio governador do Acre.

Não é a primeira vez que ela demonstra ter valores pessoais e postura profissional que a impedem de vergar a coluna aos políticos, já tão acostumados a jornalistas subservientes e prontos a se desmanchar em louvaminhas em troca de uns caraminguás.

Pessoas como Dulcinéia, por fugirem à regra, geralmente são tratadas com despeito pelos que estão sempre a colocar as necessidades do estômago em primeiro lugar. Essa lógica quadrúpede não gera mais do que ilações mesquinhas.

Sobre Dulcinéia Azevedo, andam agora a dizer que teria saído da TV Aldeia para ganhar o dobro nas empresas de comunicação do Sr. Roberto Moura. Ainda que fosse verdade, tal maledicência haveria de esbarrar na óbvia admissão de que embute um elogio. Mas além de errático, o comentário expressa apenas a murmuração estúpida dos que se sentem ofendidos ante a grandeza alheia.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os mosquitos, esses heróis

O ex-deputado Donald Fernandes (PSDB) foi internado ontem (31) no Hospital Santa Juliana com dengue hemorrágica. O quadro é estável, mas inspira cuidados, segundo me disse por telefone o filho dele, Rodrigo Fernandes. Donald é apenas mais uma vítima da epidemia de dengue que se alastra na capital, para transtorno da população e desgaste político do governo.

Enquanto o Aedes segue fazendo suas vítimas em Rio Branco, o Anopheles atazana a vida dos moradores do Juruá, em especial os de Cruzeiro do Sul.

Se a oposição não vence a Frente Popular do Acre, os mosquitos, pelo jeito, o farão.

sábado, 29 de janeiro de 2011

A emenda pode ficar pior que o soneto

Fui informado por um integrante da Frente Popular do Acre que o senador Aníbal Diniz (PT) cogita escrever um artigo em defesa das pensões vitalícias dos ex-governadores. Difícil será encontrar argumentos convincentes a ponto de reverter a opinião dos que pagam impostos escorchantes e são obrigados a trabalhar mais de 30 anos antes de se aposentar.

É fácil intuir por que tarefa tão inglória caberia a Aníbal. Senador sem votos pendurado na vaga de Tião Viana, ele não tem o que perder do capital político inexistente. Mas o problema maior desse tipo de expediente é que a emenda pode sair muito pior que o soneto.

Foto de Geraldo Magela